Estados Unidos concedem vistos para jogadores da seleção do Irã participarem de torneio em Los Angeles
A Casa Branca confirmou a concessão de vistos para os jogadores da seleção do Irã, que estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles. A embaixada americana mantém a recusa de documentos para a comissão técnica e o corpo administrativo da delegação
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Jogadores da seleção do Irã obtiveram os vistos necessários para ingressar nos Estados Unidos, conforme confirmou a Casa Branca nesta sexta-feira (5). A liberação ocorre a dez dias da partida de estreia da equipe, programada para Los Angeles, em um cenário de conflito diplomático e militar entre as duas nações.
A concessão dos documentos aos atletas aconteceu durante a noite de quinta-feira (4), após o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, ter declarado que a equipe ainda aguardava a autorização. Apesar do avanço para os jogadores, a agência de notícias Fars reportou que a embaixada americana ainda se recusa a emitir vistos para integrantes da comissão técnica e do corpo administrativo da delegação.
A tensão geopolítica moldou a logística da equipe, que transferiu sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no México. A mudança ocorreu devido a entraves burocráticos com os vistos e à estratégia de Teerã em reduzir a exposição da seleção em solo americano. A delegação deve chegar a Tijuana na manhã deste domingo (7).
O governo dos Estados Unidos condicionou a entrada da comissão ao monitoramento de possíveis infiltrados da Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou a parlamentares na última terça-feira (2) que membros ligados a esse braço das forças armadas iranianas não teriam permissão para integrar a delegação. Um exemplo desse rigor ocorreu em dezembro, quando Mehdi Taj, presidente da federação de futebol do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, teve a entrada negada para o sorteio do torneio em Washington.
Para o embaixador Pasandideh, a insistência do Irã em competir, mesmo em território hostil, reflete a intenção de Teerã em buscar a paz e uma resolução para a guerra com Washington. No entanto, as negociações diplomáticas avançam lentamente, com a manutenção de ataques militares enquanto ambos os lados tentam chegar a um acordo provisório.
Esta é a primeira vez, desde o início da Copa do Mundo em 1930, que um país anfitrião recebe uma nação com a qual mantém estado de guerra. O Irã integra o Grupo G e estreia em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A sequência de jogos inclui confrontos contra a Bélgica, também em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle.