Estados Unidos detêm irmã da presidente-executiva do conglomerado GAESA sob alegação de ameaça à segurança
Os Estados Unidos detiveram Adys Lastres Morera, irmã da presidente-executiva do conglomerado cubano GAESA. A custódia, confirmada por Marco Rubio, ocorre sob a justificativa de ameaça à segurança nacional e envolve um processo de deportação
As autoridades dos Estados Unidos detiveram Adys Lastres Morera, irmã da presidente-executiva do GAESA, conglomerado gerido pelas Forças Armadas de Cuba. A confirmação da prisão foi feita nesta quinta-feira (21) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Morera havia ingressado em território americano em 2023 com status de residente permanente legal. Atualmente, ela permanece sob custódia do serviço de imigração (ICE) enquanto enfrenta um processo de deportação. O órgão justificou a medida alegando que a permanência da detida representa uma ameaça à segurança nacional e contraria as diretrizes da política externa dos EUA.
O GAESA, ou Grupo de Administração Empresarial, é a estrutura que concentra os negócios controlados pelos militares cubanos e, conforme estimativas do governo americano, movimenta 70% da economia da ilha. O governo de Cuba mantém a operação do grupo sob sigilo, argumentando que a medida é necessária para mitigar os impactos do embargo comercial e financeiro imposto por Washington, que prejudica as transações comerciais do país com outras nações.
A detenção ocorre em um período de agravamento das tensões diplomáticas. Na quarta-feira (20), Marco Rubio publicou um vídeo em espanhol voltado aos cubanos, no qual sugeriu a criação de um novo país. Em resposta, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, negou que a ilha represente qualquer ameaça à segurança dos Estados Unidos e acusou a gestão norte-americana de promover uma campanha para gerar desespero na população cubana.