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Estados Unidos e Irã assinam acordo de cessar-fogo para encerrar conflito armado no Oriente Médio

15 de Junho de 2026 às 18:06

Estados Unidos e Irã assinaram virtualmente, no domingo (14), um acordo de cessar-fogo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. O pacto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, a suspensão gradual de sanções e a retirada de forças militares americanas da região. A validade definitiva do tratado depende de cerimônia presencial em Genebra, na sexta-feira (19)

Estados Unidos e Irã formalizaram um acordo para encerrar o conflito armado no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro após ataques americanos contra Teerã. O documento, assinado virtualmente no domingo (14) pelo presidente Donald Trump, seu vice J.D. Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, estabelece inicialmente um cessar-fogo. A validade definitiva do tratado depende de uma cerimônia presencial marcada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, data em que o texto integral será tornado público.

A trégua imediata serve como janela para que negociadores busquem, em até 60 dias, um consenso sobre o programa nuclear iraniano, ponto central de divergência. Enquanto Washington exige o desmantelamento total do enriquecimento de urânio e a retirada do material nuclear do país — possivelmente com destino à Rússia —, Teerã defende a natureza civil de suas atividades.

No âmbito logístico e econômico, o acordo prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e a suspensão gradual de sanções financeiras, condicionada ao cumprimento das etapas pactuadas. O objetivo do governo iraniano é retomar a exportação de petróleo para recuperar a economia após três meses de guerra. No entanto, surgiram contradições imediatas: Donald Trump afirmou que o bloqueio naval já foi levantado e que o tráfego marítimo foi retomado, mas o Irã não confirmou a movimentação e anunciou a cobrança de uma taxa de serviço para navios que cruzarem o estreito, medida que Trump alega ser proibida pelo acordo.

O pacto também inclui a retirada de forças militares dos EUA da região, a discussão de compensações financeiras ao Irã por danos de guerra e um compromisso de não agressão mútua envolvendo Israel e Líbano.

A estabilização da frente libanesa é uma exigência direta de Teerã, aliado e financiador do Hezbollah. Embora o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tenha destacado que o encerramento das operações militares abrange o Líbano, e autoridades tenham notado a diminuição dos conflitos na segunda-feira (15), a implementação plena enfrenta resistências. O Hezbollah informou que o Irã solicitou o adiamento da assinatura para sexta-feira para monitorar o cumprimento dos termos pelos rivais. Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as tropas de seu país manterão a presença em zonas de segurança no território libanês.

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