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Estados Unidos e Irã avançam em acordo para cessar-fogo de 60 dias no Oriente Médio

24 de Maio de 2026 às 12:02

Estados Unidos e Irã negociam acordo para cessar-fogo de 60 dias e reabertura do Estreito de Ormuz. O pacto prevê a remoção de minas marítimas, suspensão de bloqueios navais, isenções de sanções e a renúncia iraniana ao desenvolvimento de armas nucleares

Estados Unidos e Irã avançam em acordo para cessar-fogo de 60 dias no Oriente Médio
REUTERS/Kylie Cooper

Estados Unidos e Irã avançam para a assinatura de um acordo que prevê a extensão de um cessar-fogo por 60 dias, visando encerrar o conflito iniciado no Oriente Médio no final de fevereiro. O pacto estabelece a reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo que o fluxo de navios retorne aos níveis anteriores à guerra em um prazo de 30 dias. Para viabilizar a livre passagem marítima, o Irã deve remover minas instaladas na região e abrir mão da cobrança de taxas.

Em contrapartida, Washington suspenderia o bloqueio naval aos portos iranianos na entrada do Estreito e concederia isenções de sanções, liberando fundos e permitindo a venda livre de petróleo por Teerã durante os dois meses de vigência da trégua.

No campo nuclear, o rascunho do acordo exige que o Irã se comprometa a jamais desenvolver armas nucleares, suspenda o enriquecimento de urânio e aceite a remoção de seu estoque de material altamente enriquecido. Por meio de mediadores, o governo iraniano já teria transmitido compromissos verbais sobre essas concessões.

O presidente Donald Trump classificou a relação com o Irã como mais produtiva e profissional neste domingo (24). Embora tenha manifestado a crença de que a conclusão do pacto esteja próxima, Trump orientou seus negociadores a não demonstrarem pressa, argumentando que o tempo favorece a administração norte-americana. O presidente reiterou que o bloqueio militar aos portos iranianos será mantido até que o documento seja formalmente certificado e assinado.

A tensão entre as partes persiste, evidenciada por declarações anteriores de Trump, que ameaçou com ataques severos caso não houvesse consenso até este domingo. Do lado iraniano, Motjaba Khamenei, conselheiro militar do líder supremo, defendeu a legitimidade do país em administrar o Estreito de Ormuz para assegurar a segurança nacional.

As tratativas se arrastam há semanas, após Washington ter rejeitado a proposta enviada por Teerã na semana passada por considerá-la insuficiente, especialmente no que diz respeito à exigência dos Estados Unidos pelo encerramento definitivo do programa nuclear iraniano.

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