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Estados Unidos e Irã chegam a um consenso sobre acordo de paz no Oriente Médio

13 de Junho de 2026 às 09:02

Estados Unidos e Irã acordaram os termos de um pacto de paz para encerrar o conflito no Oriente Médio. O primeiro-ministro do Paquistão informou, neste sábado (13), que a assinatura do documento deve ocorrer nas próximas 24 horas

Estados Unidos e Irã chegam a um consenso sobre acordo de paz no Oriente Médio
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Estados Unidos e Irã chegaram a um consenso sobre os termos de um acordo de paz para encerrar o conflito no Oriente Médio. A confirmação foi feita pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na manhã deste sábado (13), que informou que seu país aguarda a assinatura eletrônica do documento nas próximas 24 horas, com a previsão de que negociações técnicas ocorram na semana seguinte.

A possibilidade de um desfecho para a guerra ganhou força na quinta-feira (11), quando o presidente Donald Trump anunciou que os negociadores haviam atingido um acordo sobre os pontos finais da proposta. Embora o governo iraniano tenha inicialmente negado a aprovação de qualquer texto, o chanceler Abás Araqchi mudou o tom horas depois, afirmando que a concretização da paz nunca esteve tão próxima. Trump mencionou que o memorando de entendimento recebeu aval de todas as instâncias do Irã, incluindo o líder supremo, e sugeriu que a assinatura definitiva ocorresse durante o fim de semana, na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

O acordo surge após um período de intensa escalada militar. As tensões recrudesceram quando um helicóptero dos EUA caiu durante um sobrevoo no Estreito de Ormuz, evento que levou Trump a acusar o Irã de ataque e a ordenar bombardeios contra radares e sistemas de defesa em território iraniano. Em resposta, Teerã atacou uma base norte-americana no Bahrein e lançou mísseis contra países do Golfo Pérsico, chegando a fechar o Estreito de Ormuz.

Apesar de não haver a divulgação oficial do conteúdo do pacto, informações divergentes surgiram na imprensa. Fontes do regime iraniano citadas pela CNN Internacional indicam que o memorando prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz com a retirada do bloqueio naval dos EUA e a flexibilização progressiva de sanções, sob o compromisso de que o Irã não obtenha armas nucleares.

Por outro lado, fontes do governo dos EUA ouvidas pela Reuters afirmam que o acordo exige o desmantelamento do programa nuclear iraniano e que os ativos do país, congelados por sanções, não seriam liberados até que as contrapartidas fossem cumpridas. Já a imprensa estatal iraniana, via agência Mehr, sustenta que Teerã não abrirá mão do direito de enriquecer urânio nem do controle de Ormuz, defendendo a suspensão total das sanções e a retirada de forças militares dos EUA das proximidades do país.

A instabilidade nas negociações ficou evidente na sexta-feira (12), quando Donald Trump classificou as informações divulgadas pela imprensa norte-americana como falsas e chamou os dirigentes iranianos de desonrosos. No entanto, o presidente recuou posteriormente ao repostar a mensagem de Abás Araqchi sobre a proximidade do acordo, revertendo a decisão de manter ofensivas para controlar o petróleo e o gás do Irã.

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