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Estados Unidos e Irã formalizam acordo de paz para encerrar conflito no Oriente Médio

14 de Junho de 2026 às 09:03

Estados Unidos e Irã devem assinar um acordo de paz neste domingo (14) para encerrar conflitos no Oriente Médio. O pacto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada de tropas americanas e a interrupção do programa nuclear iraniano. O texto inclui a flexibilização de sanções econômicas e a possibilidade de um cessar-fogo de 60 dias

Os Estados Unidos e o Irã estão prestes a formalizar um acordo de paz para encerrar o conflito no Oriente Médio, com a assinatura de um memorando de entendimento prevista para este domingo (14). O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump via rede social Truth Social, no sábado (13), após a confirmação de que negociadores de ambos os lados chegaram a um consenso sobre os pontos finais da proposta.

O pacto prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, ponto estratégico que havia sido fechado pelo Irã durante a recente escalada de tensões. A normalização do tráfego local deve ocorrer em 30 dias, com a suspensão de taxas cobradas pelo Irã e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos na entrada do estreito.

Um dos pilares centrais do acordo é a barreira definitiva para que o Irã obtenha armamento nuclear. Enquanto Trump afirma que o programa nuclear iraniano será desmantelado e que resíduos nucleares enterrados em montanhas de granito serão destruídos futuramente, a imprensa estatal iraniana manteve, na sexta-feira (12), que Teerã não abriria mão do direito de enriquecer urânio.

Outros pontos discutidos incluem a flexibilização progressiva de sanções econômicas e a retirada de forças militares norte-americanas das proximidades do Irã. Informações compartilhadas por fontes governamentais indicam a possibilidade de um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes de combate, abrangendo inclusive o Líbano. No entanto, a liberação de ativos financeiros do Irã, congelados por sanções, estaria condicionada ao cumprimento integral das obrigações do acordo.

Apesar do otimismo de Trump e do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — que mencionou a preparação para uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas —, o governo iraniano mantém cautela. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, negou que a assinatura ocorra neste domingo, embora não tenha descartado a possibilidade de que o ato seja realizado em Islamabad, capital paquistanesa, nos próximos dias.

A negociação ocorre após um período de instabilidade marcado por ataques mútuos, iniciados após a queda de um helicóptero militar dos EUA no Estreito de Ormuz. O episódio levou a bombardeios norte-americanos contra radares e sistemas de defesa no território iraniano, seguidos por contra-ataques de Teerã a bases dos EUA no Bahrein e a países do Golfo Pérsico.

A proximidade do consenso foi sinalizada na última quinta-feira (11), quando Trump cancelou uma ofensiva que visava o controle do petróleo e do gás iraniano. Embora tenha havido contradições iniciais entre as agências estatais do Irã e a Casa Branca sobre a aprovação do texto, o chanceler iraniano, Abás Araqchi, confirmou posteriormente que a concretização da paz nunca esteve tão próxima.

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