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Estados Unidos e Irã formalizam acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio

16 de Junho de 2026 às 09:22

Estados Unidos e Irã formalizaram acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo norte-americano. A cerimônia presencial de assinatura ocorrerá sexta-feira (19), em Genebra. O governo iraniano anunciou a cobrança de taxa de serviço para navios no canal, divergindo de declaração de Donald Trump

Os Estados Unidos e o Irã formalizaram um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio por meio de assinaturas eletrônicas realizadas por Donald Trump, J.D. Vance e Mohammed Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano. O governo norte-americano reconhece a autoridade de Qalibaf para negociar e assinar o documento em nome do líder supremo, Mojtaba Khamenei. O tratado estabelece a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos EUA ao território iraniano.

A divulgação do texto final ocorrerá após a cerimônia formal de assinatura presencial, agendada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, com a presença confirmada de J.D. Vance. Embora as discussões técnicas para aprofundar o tratado comecem ainda esta semana, Trump ressaltou que a segunda fase das negociações não envolverá investimentos financeiros dos Estados Unidos no Irã.

Apesar do pacto, a tensão persiste entre Washington e Teerã. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou manter uma profunda desconfiança em relação aos EUA. Um ponto de divergência imediata surgiu sobre a navegação no Estreito de Ormuz, via por onde circula aproximadamente 20% do petróleo e gás mundiais. Enquanto Trump afirmou ao jornal The New York Times que não haveria cobrança de pedágio na região, o governo iraniano anunciou a implementação de uma taxa por serviço para os navios que cruzarem o canal.

Paralelamente ao acordo com o Irã, Donald Trump criticou publicamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a cúpula do G7 nesta terça-feira (16). O presidente norte-americano demonstrou insatisfação com a ofensiva das Forças Armadas israelenses em Beirute, ocorrida durante a fase final das negociações de paz, e defendeu que Israel seja mais responsável em relação ao Líbano. Trump admitiu ter chamado Netanyahu de "louco" ao tomar conhecimento do ataque e sugeriu que a Síria assuma a gestão do grupo extremista Hezbollah.

Netanyahu, por sua vez, afirmou na segunda-feira (15) que a luta de Israel continua e que o país seguirá neutralizando ameaças em zonas de segurança já estabelecidas no Oriente Médio. O primeiro-ministro alegou ainda que o confronto contra os iranianos evitou que Israel sofresse uma aniquilação nuclear. Mesmo com as divergências pontuais, Trump reiterou que mantém uma ótima relação e a aliança com Netanyahu.

Com informações de G1

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