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Estados Unidos e Irã iniciam negociações na Suíça para acordo de paz no Oriente Médio

22 de Junho de 2026 às 06:01

Representantes dos Estados Unidos e do Irã discutiram, neste domingo, na Suíça, a implementação de um acordo de paz no Oriente Médio. O Irã condicionou a negociação ao fim dos conflitos entre Israel e Hezbollah, enquanto pautas como a liberação de fundos e exportação de petróleo foram debatidas

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram na Suíça, neste domingo (21), para iniciar as negociações de um acordo de paz abrangente no Oriente Médio, após a assinatura de um memorando de entendimento. O encontro, com duração de 80 minutos, foi marcado pela exigência iraniana de que o acordo final dependa do encerramento dos conflitos em todas as frentes, especificamente a guerra entre Israel e Hezbollah no Líbano.

Esmaeil Baqaei, porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, detalhou que a reunião buscou a implementação do memorando e enfatizou que a fase de negociação do acordo definitivo é inviável sem o cumprimento da cláusula de cessação das hostilidades libanesas. Durante a agenda, foram discutidas a liberação de fundos iranianos congelados no exterior e a concessão de isenções para a exportação de petróleo do país, atualmente impedidas por sanções econômicas impostas por Washington.

Apesar do otimismo manifestado por JD Vance, vice-presidente dos EUA e líder da delegação na Suíça, que mencionou progressos diplomáticos e a intenção de transformar a relação com o povo iraniano, o cenário foi tensionado por declarações de Donald Trump. O presidente estadunidense responsabilizou o Irã pela atuação do Hezbollah no Líbano e ameaçou bombardear o território iraniano com maior intensidade do que em ataques realizados na semana anterior, caso Teerã não impeça a ação de seus agentes na região.

Em resposta, MB Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano e líder das negociações na Suíça, afirmou que as ameaças americanas são ignoradas e alertou que as forças armadas do Irã estão preparadas para reagir.

Paralelamente, Israel mantém a decisão de não retirar suas tropas do sul do Líbano. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que o país agirá sem restrições para eliminar ameaças, reafirmando a posição do primeiro-ministro Netanyahu sobre a permanência do exército na zona de segurança.

O Hezbollah reagiu à ocupação israelense afirmando que qualquer violação de seu território será respondida. O secretário-geral do grupo, Sheikh Naim Qassem, defendeu a saída imediata de Israel do Líbano e argumentou que os Estados Unidos possuem a capacidade de interromper as agressões israelenses, visto que o apoio norte-americano viabilizou o avanço da ocupação.

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