Estados Unidos e Irã negociam acordo para encerrar conflito e restringir programa nuclear iraniano
Estados Unidos e Irã negociam acordo para encerrar conflito iniciado em 28 de fevereiro, com foco na proibição de armas nucleares iranianas. Enquanto Trump avalia prorrogar a trégua por 60 dias, o Pentágono mantém a possibilidade de ataques militares. Paralelamente, Israel expandiu a operação terrestre contra o Hezbollah no Líbano
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O governo dos Estados Unidos e o Irã mantêm negociações para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, que já causou milhares de mortes, especialmente em território iraniano e no Líbano, além de impactar a economia global com a alta nos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump afirmou que as partes estão próximas de um acordo favorável, destacando que a única garantia inegociável é a não obtenção de armas nucleares por parte do Irã.
Embora Trump tenha ressaltado a motivação humanitária para salvar vidas, ele alertou que a alternativa ao entendimento diplomático seria a finalização do conflito por via militar. Na última sexta-feira (29), o presidente informou que se reuniria em uma sala segura na Casa Branca para deliberar sobre uma proposta de extensão da trégua, vigente desde o início de abril, por mais 60 dias, visando viabilizar um acordo permanente.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, confirmou neste domingo (31) que as conversas com a gestão Trump seguem em andamento, mas defendeu a cautela diante de especulações até que haja resultados concretos. Paralelamente, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou no sábado (30) que o Pentágono está preparado para retomar ataques ao Irã caso as negociações falhem, descrevendo a postura de Trump como paciente na busca por um acordo abrangente sobre o programa nuclear.
A tensão militar persiste, evidenciada pelo anúncio da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) sobre a interceptação e destruição de um drone americano MQ-1 na madrugada deste domingo (31), sob a acusação de incursão hostil em águas territoriais. O governo dos Estados Unidos não se manifestou sobre o incidente.
Enquanto isso, a frente de combate no Líbano apresenta intensificação. O Exército de Israel anunciou, também neste domingo (31), a expansão de sua operação terrestre contra o Hezbollah para novas zonas libanesas. As tropas cruzaram o rio Litani — historicamente utilizado como linha de contenção — e capturaram um castelo estratégico, representando a incursão mais profunda em território libanês nos últimos 26 anos.
A ofensiva israelense foi precedida por alertas de evacuação para moradores de mais de dez vilarejos no sábado (30). Bombardeios atingiram diversas localidades ao sul, incluindo ataques de drones que feriram gravemente dois soldados do exército libanês perto de Nabatieh e disparos de artilharia próximos à fortaleza medieval de Beaufort, colocando em risco o patrimônio histórico do país. Em resposta, o Hezbollah reivindicou o lançamento de foguetes contra o norte de Israel, a maioria interceptada, com apenas um projétil atingindo solo israelense sem causar feridos.