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Estados Unidos e Irã negociam cessar-fogo de 60 dias e reabertura do Estreito de Ormuz

24 de Maio de 2026 às 12:03

Estados Unidos e Irã negociam cessar-fogo de 60 dias com a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão de sanções e bloqueios navais. O acordo prevê a interrupção do enriquecimento de urânio e a entrega de material nuclear por Teerã. Donald Trump estabeleceu este domingo como prazo para a conclusão do pacto

Estados Unidos e Irã negociam cessar-fogo de 60 dias e reabertura do Estreito de Ormuz
Hamid Forootan/ISNA/WANA via Reuters

Estados Unidos e Irã avançam em negociações para a assinatura de um acordo que estabeleceria um cessar-fogo por 60 dias, visando encerrar o conflito iniciado no Oriente Médio no fim de fevereiro. O rascunho da proposta prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, com a remoção de minas instaladas pelo Irã e a suspensão de taxas de passagem para garantir o tráfego naval. Em contrapartida, Washington suspenderia o bloqueio naval aos portos iranianos na entrada do estreito, desbloquearia fundos do país e concederia isenções de sanções para que Teerã possa comercializar petróleo livremente.

A estimativa é que o volume de navios transitando pela região retorne aos níveis anteriores à guerra em até 30 dias após a liberação da via. No campo nuclear, o acordo exige que o Irã se comprometa a nunca desenvolver armas atômicas, suspenda o enriquecimento de urânio e aceite a remoção de seu estoque de material altamente enriquecido. Por meio de mediadores, o governo iraniano já teria transmitido compromissos verbais aos Estados Unidos sobre a entrega do material nuclear e a interrupção do enriquecimento.

Apesar da proximidade de um consenso, mencionada por Donald Trump no sábado (23), o presidente dos Estados Unidos alertou que pretende agir com rigor caso as partes não cheguem a um acordo até este domingo. As tratativas se arrastam por semanas, e Washington chegou a rejeitar uma proposta iraniana na semana passada por considerá-la insuficiente, especialmente quanto à exigência americana de que o programa nuclear iraniano seja encerrado definitivamente, ponto negado por Teerã.

Paralelamente às negociações, Motjaba Khamenei, conselheiro do líder supremo do Irã, defendeu neste domingo (24) que o país possui direito legal de administrar o Estreito de Ormuz para assegurar a segurança nacional.

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