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Estados Unidos e Irã retomam negociações sobre programa nuclear em Zurique neste domingo

21 de Junho de 2026 às 09:02

Estados Unidos e Irã retomam negociações sobre o programa nuclear iraniano neste domingo, em Zurique, para formalizar um acordo em 60 dias. Paralelamente, o comando militar do Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel no sul do Líbano. O Exército de Israel limitou suas operações a ações defensivas, embora a mídia libanesa registre novos bombardeios na região

Estados Unidos e Irã retomam negociações sobre programa nuclear em Zurique neste domingo
Hamed Malekpour/ Escritório da presidência do Parlamento iraniano/WANA via Reuters

Estados Unidos e Irã retomam as negociações sobre o programa nuclear iraniano neste domingo (21), em Zurique, na Suíça. O encontro ocorre após três meses de conflito e segue a assinatura de um memorando de entendimento que estabelece um prazo de 60 dias para a formalização de um acordo final, visando a regulação nuclear e a suspensão de sanções econômicas contra Teerã.

A comitiva americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por Steve Witkoff, enviado especial para o Oriente Médio, e Jared Kushner. Do lado iraniano, participam o chanceler Abbas Araqchi, o presidente do parlamento e negociador-chefe Mohammad Bagher Qalibaf, além do governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati. O presidente Masoud Pezeshkian manifestou a expectativa de que as conversas promovam avanços concretos.

Apesar do diálogo diplomático, a tensão regional escalou com a decisão do comando militar do Irã de fechar o Estreito de Ormuz. A medida é uma resposta direta a ataques de Israel no sul do Líbano, interpretados por Teerã como uma violação do compromisso firmado com Washington. O bloqueio de navios na via, essencial para o transporte global de petróleo e gás, ocorre após o tráfego ter sido retomado gradualmente como parte do memorando recente. Em contrapartida, Donald Trump ameaçou a implementação de um pedágio no Estreito caso não se chegue a um acordo.

A diplomacia iraniana alertou que a validade do protocolo de entendimento está comprometida se as cláusulas não forem aplicadas com rapidez, citando a instabilidade no Líbano. Na região, o Exército de Israel informou ter recebido ordens da cúpula política para interromper os combates contra o Hezbollah, limitando a atuação das tropas a operações defensivas na zona de segurança.

Contudo, a mídia estatal libanesa registrou ataques aéreos israelenses em aproximadamente 20 localidades, resultando em mais de 30 mortes. Desde o início do conflito, em 2 de março, os bombardeios de Israel no Líbano causaram 4.057 vítimas fatais, conforme dados do Ministério da Saúde local. O Hezbollah atribui a Israel a responsabilidade total pelas quebras da trégua.

No campo militar, Israel relatou a morte de um soldado hoje, elevando para cinco as baixas da força armada no Líbano desde o anúncio do memorando entre Irã e Estados Unidos. Embora o cessar-fogo de abril entre Washington e Teerã tenha sido majoritariamente respeitado, a situação no Líbano permanece instável, com três tentativas de trégua que duraram apenas algumas horas. Para amanhã, a chancelaria iraniana programou reuniões técnicas com a participação de representantes do Catar e do Paquistão, atuando como mediadores.

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