Mundo

Estados Unidos enviam porta-aviões nuclear ao Caribe em meio a tensões políticas com Cuba

22 de Maio de 2026 às 06:20

O Comando Sul dos Estados Unidos confirmou a chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe. A movimentação ocorre após Donald Trump atribuir a Raúl Castro a responsabilidade pelo abate de duas aeronaves civis. Em resposta, organizações em Cuba agendaram manifestações em Havana e o governo manifestou abertura ao diálogo

Estados Unidos enviam porta-aviões nuclear ao Caribe em meio a tensões políticas com Cuba
Porta-aviões nuclear USS Nimitz opera no Caribe após anúncio do Southcom em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos contra Cuba — Foto: Reprodução/IA

O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) confirmou a chegada do porta-aviões nuclear USS Nimitz ao Caribe, movimentação que ocorre em paralelo ao endurecimento da retórica política de Washington contra Cuba. O anúncio, publicado na quarta-feira via rede social X, posiciona o Grupo de Ataque Nimitz como um instrumento central de presença militar estratégica, ressaltando sua capacidade de resposta e alcance tático em cenários internacionais, com histórico de operações em regiões como o Golfo Pérsico e o Estreito de Taiwan.

A operação naval acontece após o governo de Donald Trump atribuir ao ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, a responsabilidade pelo abate de duas aeronaves civis ocorrido há cerca de três décadas, próximo à costa da ilha. Em resposta, o governo cubano classificou as acusações como manobras políticas destinadas a justificar a ampliação de pressões contra o país.

Internamente, a tensão provocou mobilizações em Cuba. Organizações juvenis e estudantis agendaram para sexta-feira uma manifestação na Tribuna José Martí, em Havana, com o objetivo de apoiar a liderança da Revolução Cubana. Em comunicados, essas entidades afirmaram que bloqueios econômicos, cortes de energia, ameaças e acusações não intimidariam a população.

No plano diplomático, o embaixador de Cuba nas Nações Unidas, Soberón Guzmán, manifestou ao New York Times que a ilha permanece aberta ao diálogo com os Estados Unidos, desde que as negociações sejam pautadas pela igualdade e reciprocidade. O diplomata expressou preocupação com a crescente retórica de guerra e criticou sugestões sobre uma eventual tomada de controle de Cuba por Washington, argumentando que a criação de pretextos para agressões militares prejudica o avanço das tratativas entre os dois governos.

Notícias Relacionadas