Estados Unidos impedem que a líder da oposição María Corina Machado retorne à Venezuela
Os Estados Unidos impediram o retorno de María Corina Machado à Venezuela após terremotos que causaram ao menos 3.500 mortes. A Casa Branca barrou a decolagem do avião da opositora para Curaçao, classificando a ação como oportunismo político
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O governo dos Estados Unidos impediu que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, retornasse ao seu país após os terremotos que devastaram a nação caribenha há duas semanas, deixando ao menos 3.500 mortos. A Casa Branca barrou a decolagem do avião particular que levaria a opositora a Curaçao, ponto de partida para sua entrada na Venezuela por via marítima, classificando a tentativa de retorno como um "oportunismo político grotesco".
A medida reflete o alinhamento estratégico de Washington com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Para o governo americano, a presença de Machado no território venezuelano seria contraproducente, preferindo a manutenção de um governo chavista submisso para garantir a estabilidade regional e atender aos interesses dos EUA.
A decisão aprofunda o isolamento de Machado, que já havia sido escanteada por Donald Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Em janeiro, ao depor Nicolás Maduro, Trump descartou a possibilidade de a opositora assumir o poder, alegando que ela carecia de apoio e respeito interno. Na ocasião, o comando foi delegado à vice-presidente, sob tutela americana.
O episódio ocorre após um histórico de subserviência de Machado em relação ao presidente dos Estados Unidos. Em dezembro passado, a líder contou com auxílio americano para fugir da Venezuela, onde vivia na clandestinidade, e chegar a Oslo. Como gesto de lealdade, ela entregou a Donald Trump o seu Prêmio Nobel da Paz, embora a instituição Nobel tenha reiterado que a comenda não pode mudar de dono.
Apesar de ter culpado o governo de Caracas por impedir sua volta, já que não possui passaporte válido, a proibição partiu diretamente dos Estados Unidos, evidenciando que a opositora não contará com o suporte de Washington para retomar sua atuação política no país.