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Estados Unidos interceptam drones iranianos que visavam navios comerciais no Estreito de Ormuz

13 de Junho de 2026 às 06:09

Forças dos Estados Unidos derrubaram drones de ataque iranianos que visavam navios comerciais no Estreito de Ormuz neste sábado (13). O tráfego marítimo na região segue operando, enquanto Paquistão, EUA e Irã negociam um acordo de paz

Forças dos Estados Unidos interceptaram diversos drones de ataque iranianos na madrugada deste sábado (13), que visavam navios comerciais no Estreito de Ormuz. A operação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), resultou na derrubada de todas as aeronaves não tripuladas de uso único. Apesar da ofensiva, o fluxo de tráfego marítimo na região, rota crucial para o transporte global de gás e petróleo, segue operando sem interrupções, embora o Irã mantenha um bloqueio no local desde o início do conflito.

O incidente ocorre em um momento de contradições diplomáticas, logo após Washington e Teerã sinalizarem que um pacto para encerrar a guerra no Oriente Médio estaria próximo. As negociações, mediadas pelo Paquistão, vêm sendo conduzidas sob um cenário de ataques e ameaças, mesmo com a existência de um cessar-fogo firmado em abril.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o texto final para o acordo de paz já foi concluído, enquanto um alto funcionário americano estimou que a probabilidade de assinatura do documento nos próximos dias esteja entre 80% e 85%. A Suíça chegou a se oferecer como sede para a cerimônia, mas o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, indicou que a assinatura ocorrerá de forma remota.

Apesar do otimismo do mediador, as divergências sobre os termos do "Memorando de Entendimento de Islamabad" são profundas. O governo dos Estados Unidos, representado por Donald Trump e pelo vice-presidente JD Vance, sustenta que o Irã deve desmontar seu programa nuclear, destruir o estoque de urânio enriquecido e reabrir o Estreito de Ormuz para que ativos congelados, estimados em US$ 24 bilhões, sejam liberados. Vance enfatizou que não haverá liberação de recursos apenas pela assinatura do pacto, mas sim após o cumprimento das obrigações.

Por outro lado, a versão iraniana apresenta pontos distintos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, via porta-voz Esmaeil Baqaei, afirma que a maioria dos pontos já foi acordada. Para Teerã, o pacto prevê o fim do bloqueio naval americano em seus portos e a manutenção do direito de enriquecer urânio, sugerindo que o material já existente seja apenas diluído dentro do território nacional. Além disso, a agência estatal IRNA indica que o Irã pretende manter o controle sobre a circulação de navios no Estreito de Ormuz e que a liberação dos ativos financeiros ocorreria após um período adicional de 60 dias de conversas.

Israel, aliado de Washington, reforçou que a retirada do material nuclear iraniano é uma promessa central do acordo, ponto este que a mídia estatal do Irã nega fazer parte das negociações.

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