Estados Unidos negam entrada de Joan Capdevila para final da Copa do Mundo
O governo dos Estados Unidos negou a entrada do ex-jogador espanhol Joan Capdevila, que pretendia assistir à final da Copa do Mundo. O atleta atribui a recusa do sistema ESTA a um amistoso realizado no Irã em 2016
O ex-lateral-esquerdo da seleção espanhola Joan Capdevila, de 48 anos, teve seu pedido de entrada nos Estados Unidos negado pelo governo americano. Diante do impasse, o atleta utilizou as redes sociais para solicitar a intervenção do presidente Donald Trump e do Secretário de Estado, Marco Rubio, além de marcar o Ministério do Esporte da Espanha.
O objetivo da viagem de Capdevila era acompanhar a final da Copa do Mundo, que ocorre neste domingo (19), no MetLife Stadium, localizado entre Nova York e Nova Jérsei. O ex-jogador pretendia assistir ao confronto ao lado dos filhos e de companheiros de equipe que conquistaram o título mundial em 2010.
Motivação da negativa e trâmites migratórios
A impossibilidade de viajar ocorreu após a recusa de uma solicitação no Electronic System for Travel Authorization (ESTA), mecanismo que permite a entrada nos EUA sem visto por até 90 dias para cidadãos de países selecionados.
Em declaração à rádio COPE, Capdevila relacionou a negativa a um jogo amistoso disputado em Teerã, no Irã, em 2016. Na ocasião, ele integrava um grupo de lendas do campeonato espanhol que enfrentou estrelas do futebol iraniano.
Histórico de restrições em torneios
O caso de Capdevila, que também venceu a Eurocopa 2008, não é isolado em contextos de Copas do Mundo. Recentemente, o árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), foi excluído da escalação do torneio após ter a entrada negada pelas autoridades americanas, que alegaram vínculos com supostos membros de organizações terroristas.
A final entre Espanha e Argentina
A partida deste domingo marca o primeiro encontro entre a Espanha e a Argentina em uma final de Copa do Mundo. A seleção espanhola, a La Roja, chegou à decisão após vencer a França por 2 a 0 em Dallas, no dia 14 de julho. Já a Argentina garantiu sua segunda final consecutiva ao derrotar a Inglaterra por 2 a 1.
Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre a situação do ex-jogador.