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Estados Unidos pedem que aliados na Ásia elevem gastos militares para conter a China

30 de Maio de 2026 às 08:15

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, propôs que aliados na Ásia elevem os gastos militares para 3,5% do PIB, enquanto Washington investirá US$ 1,5 trilhão em suas Forças Armadas. Hegseth afirmou que os Estados Unidos podem retomar ataques ao Irã se as negociações diplomáticas falharem

Estados Unidos pedem que aliados na Ásia elevem gastos militares para conter a China
REUTERS/Tingshu Wang

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, defendeu a ampliação dos investimentos militares de aliados na Ásia para conter a expansão do poderio chinês e evitar a hegemonia de Pequim na região. Durante o Diálogo de Shangri-La, em Singapura, Hegseth argumentou que a construção de uma rede de parceiros autossuficientes é fundamental para dissuadir agressões e manter o equilíbrio de poder no Pacífico.

Para alcançar esse objetivo, Washington espera que os países parceiros elevem seus gastos com defesa para 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em contrapartida, os Estados Unidos planejam investir US$ 1,5 trilhão em suas próprias Forças Armadas. A postura de Hegseth reforça a diretriz de Donald Trump ao exigir que nações ricas assumam a responsabilidade financeira por sua própria segurança, rejeitando a ideia de que os EUA continuem subsidiando a defesa de aliados ou aceitando "caronistas" em suas alianças.

O secretário destacou a cooperação de países como Austrália, Filipinas, Coreia do Sul, Singapura, Malásia e Tailândia, além de mencionar as medidas concretas adotadas pelo Japão para fortalecer sua defesa. Apesar da pressão por maiores gastos, Hegseth avaliou que a relação entre Estados Unidos e China apresenta melhoras significativas, com a intensificação de contatos militares para a gestão de tensões.

Essa percepção de melhora foi corroborada por Zhou Bo, coronel aposentado do Exército de Libertação Popular da China e membro da delegação chinesa. Zhou classificou a relação bilateral como complexa, mas observou que o tom adotado por Hegseth foi mais moderado do que no ano anterior, atribuindo a mudança à visita de Donald Trump à China e à manutenção de canais abertos de comunicação.

No cenário do Oriente Médio, Hegseth afirmou que os Estados Unidos estão preparados para retomar ataques contra o Irã caso as negociações diplomáticas não avancem. O presidente Donald Trump deve reunir conselheiros na Casa Branca para definir a decisão final sobre a proposta de encerramento da guerra com Teerã. O secretário de Defesa descartou que o conflito no Oriente Médio prejudique as prioridades estratégicas dos EUA na Ásia-Pacífico.

Sobre o fornecimento de armamentos para Taiwan, Hegseth minimizou a possibilidade de que a redução dos estoques militares americanos, causada pelo conflito no Oriente Médio, afete pacotes bilionários de vendas. Ele reiterou que a decisão final sobre a aprovação de novos pacotes de armas cabe a Donald Trump, mantendo a abordagem histórica de Washington, mesmo diante da recente aproximação com a China.

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