Estados Unidos planejam reduzir a quantidade de navios e aeronaves de guerra na Europa
Os Estados Unidos reduzirão navios e aeronaves de guerra na Europa, diminuindo o número de caças e aviões de reconhecimento e retirando aeronaves de reabastecimento. O plano inclui a realocação de um porta-aviões e um submarino, enquanto 5 mil soldados serão enviados à Polônia
Os Estados Unidos planejam reduzir a quantidade de navios e aeronaves de guerra destinados às operações da Otan na Europa. A estratégia prevê a diminuição do contingente de caças F-16 e F-15E, que passariam de aproximadamente 150 para 100 unidades, além da redução de aeronaves de reconhecimento marítimo, de 26 para 15. O plano contempla ainda a retirada total dos oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo operando no continente.
A reestruturação militar inclui a realocação de um porta-aviões, um submarino lançador de mísseis, diversos navios de guerra e as dezenas de jatos que integram as missões do porta-aviões. Tais medidas limitam a capacidade de vigilância e a execução de ataques de longo alcance pela aliança. O Comando Europeu dos EUA confirmou, em comunicado na semana anterior, que as contribuições para o Modelo de Força da Otan seriam redimensionadas, embora não tenha detalhado as mudanças. O Departamento de Defesa dos EUA não se manifestou sobre as informações.
Esse cenário de cortes contrasta com a decisão recente de Donald Trump, que em 21 de maio anunciou o envio de 5 mil soldados para a Polônia. A medida causou perplexidade em autoridades de Defesa e membros da Otan, visto que o presidente havia ordenado a saída de 5 mil militares do continente europeu e defendido a redução da presença americana semanas antes. O secretário de Estado, Marco Rubio, minimizou as contradições durante encontro com aliados.
Paralelamente, o tenente-general Alex Grynkewich, chefe militar da Otan, informou na última quarta-feira (20) que centenas de soldados seriam transferidos para outras localidades, comprometendo-se a manter a sincronia com os aliados.
A movimentação de tropas para a Polônia pode servir como uma solução temporária para viabilizar a redução do efetivo na Alemanha, onde estão baseados cerca de 35 mil militares americanos. No total, a Europa contava com aproximadamente 85 mil soldados dos Estados Unidos no final do ano passado. A Polônia, que destina 4,8% do PIB para a defesa — o maior índice entre os membros da Otan —, reforça sua posição como aliada fiel dos EUA e relata ser alvo de sabotagem e espionagem russas devido ao seu papel logístico no envio de armamentos para a Ucrânia.