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Estados Unidos restringirão entrada de integrantes da delegação iraniana com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica

02 de Junho de 2026 às 18:09

Os Estados Unidos restringirão a entrada de membros da delegação iraniana para a Copa de 2026 com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica. A medida, anunciada por Marco Rubio, afeta atletas como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi devido ao serviço militar realizado na organização. A seleção do Irã e sua comissão técnica não possuem impedimentos de entrada

Os Estados Unidos restringirão a entrada de integrantes da delegação iraniana para a Copa do Mundo de 2026 que possuam vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A determinação foi anunciada pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, a legisladores na última terça-feira (2). A medida baseia-se nas normas do Departamento de Estado, que aplica vedações rigorosas a indivíduos ligados a organizações classificadas como terroristas estrangeiras, categoria na qual a IRGC está inserida.

Apesar da restrição a membros da Guarda Revolucionária, Rubio afirmou que Washington não opõe resistência à entrada da seleção do Irã e de sua comissão técnica no território americano. O país asiático disputará partidas nos Estados Unidos, embora mantenha sua sede no México durante a competição. A decisão ocorre mesmo após o início de um conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrado no final de fevereiro.

O impasse central envolve a solicitação de vistos para dois atletas: o atacante Mehdi Taremi e o defensor Ehsan Hajsafi. Ambos cumpriram serviço militar na IRGC, o que difere da trajetória de outros jogadores iranianos que, por meio de isenções esportivas, ingressam em clubes afiliados aos militares, como o Fajr Sepasi e o Malavan Anzali.

No caso de Taremi, principal referência ofensiva da equipe, o serviço militar foi realizado entre 2010 e 2012 na Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em sua cidade natal, Bushehr. Como o serviço militar é obrigatório no Irã, a escolha de Taremi e Hajsafi por trajetórias fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas tornou-se o ponto crítico que agora ameaça a participação dos atletas no torneio.

Com informações de G1

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