Estados Unidos reúnem representantes de mais de 60 nações para coordenar combate ao terrorismo de esquerda
Estados Unidos reuniram representantes de mais de 60 países em Washington para coordenar o combate ao terrorismo político de esquerda. O Departamento de Estado citou altas de violência na Alemanha e Grécia e designou quatro organizações como terroristas globais
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O governo dos Estados Unidos promoveu, nesta quinta-feira (16), em Washington, uma reunião ministerial com representantes de mais de 60 nações para coordenar o combate ao que a gestão Donald Trump define como o ressurgimento do terrorismo político de esquerda. O encontro contou com convidados de diversas regiões, incluindo Ásia, Europa e América Latina, embora o Brasil não tenha confirmado participação.
Durante o evento, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a violência de extrema esquerda tem impactado os Estados Unidos e a Europa nos últimos anos e defendeu o fim desse ciclo. Rubio alegou que a intenção desses atos é a imposição do comunismo, descrevendo a ideologia como um sistema que drena a nobreza da alma humana.
Dados e Alvos Estratégicos
O Departamento de Estado fundamenta a necessidade da cúpula na tese de que essa ameaça, embora antiga, possui fortes ligações transnacionais e se manifesta em atos violentos por todo o Hemisfério Ocidental, Ásia e Europa. O órgão apresentou dados específicos sobre o crescimento dessa violência:
- Alemanha: aumento de 60% na violência de extrema esquerda.
- Grécia: responsável por 80% dos atos violentos.
Como parte de uma estratégia de liderança no combate a esses grupos, os Estados Unidos designaram, desde novembro de 2025, quatro organizações como Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras: a Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI), a Justiça Proletária Armada, a Autodefesa Revolucionária de Classe e o Antifa Ost.
O Caso Antifa e o Contexto Político
A ofensiva contra grupos de esquerda ganhou força após o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk. Embora Donald Trump tenha prometido retaliações contra a esquerda após o crime, o principal suspeito, Tyler Robinson, identifica-se como militante de extrema direita, não havendo evidências de envolvimento de grupos progressistas na morte.
Ainda em 2025, Trump assinou uma ordem executiva classificando o Antifa — abreviação de antifascistas — como organização terrorista. O grupo é composto por correntes de esquerda e extrema esquerda que combatem o racismo, o sexismo e o capitalismo, posicionando-se contra a extrema direita.
A classificação do Antifa como organização terrorista é alvo de questionamentos técnicos. Na ciência política, entende-se que o movimento não possui um comando central, operando por meio de ativistas independentes. No entanto, há acusações de que integrantes do grupo tenham participado de ataques armados em solo americano.
Os coletivos antifascistas, ativos em diversos países e com forte presença nos EUA, não buscam representação no Congresso ou via eleições. Suas táticas assemelham-se às de grupos anarquistas, envolvendo confrontos físicos com opositores e a destruição de propriedades privadas.