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Estados Unidos reúnem representantes de mais de 60 nações para discutir combate ao terrorismo de esquerda

16 de Julho de 2026 às 12:09

O governo dos Estados Unidos reuniu representantes de mais de 60 países em Washington para discutir o combate ao terrorismo de esquerda. O secretário de Estado Marco Rubio liderou o encontro, no qual foram citadas a designação de quatro grupos como organizações terroristas e o aumento de atos violentos na Alemanha e Grécia. O Brasil foi convidado para a cúpula, mas não confirmou presença

Estados Unidos reúnem representantes de mais de 60 nações para discutir combate ao terrorismo de esquerda
Reuters/Jonathan Ernst

O governo dos Estados Unidos convocou representantes de mais de 60 nações, abrangendo regiões da Ásia, Europa e América Latina, para uma reunião ministerial em Washington nesta quinta-feira (16). O encontro, liderado pelo secretário de Estado Marco Rubio, teve como objetivo central discutir o combate ao que a administração de Donald Trump classifica como o "ressurgimento do terrorismo político de esquerda".

Estratégia de combate e designações

O Departamento de Estado defende que os EUA assumiram a liderança no enfrentamento a esse movimento, que, segundo o órgão, manifesta atos violentos em todo o Hemisfério Ocidental, Ásia e Europa. Como parte dessa estratégia, desde novembro de 2025, quatro grupos foram oficialmente designados como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados:

  • Antifa Ost;
  • Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI);
  • Justiça Proletária Armada;
  • Autodefesa Revolucionária de Classe.

Durante o evento, Marco Rubio afirmou que a violência de extrema esquerda tem impactado os Estados Unidos e a Europa, citando que, na Alemanha, houve um aumento de 60% nessas ações, enquanto na Grécia elas representariam 80% dos atos violentos. Para o secretário, tais atividades visam a imposição do comunismo, ideologia que ele descreveu como desprovida de nobreza e capaz de drenar a alma humana.

Contexto do movimento Antifa

A ofensiva contra a esquerda intensificou-se após Donald Trump assinar, em 2025, uma ordem executiva que classifica o Antifa — abreviação de antifascistas — como organização terrorista. Essa medida ocorreu após a promessa de Trump de agir contra a esquerda após a morte do ativista de direita Charlie Kirk. No entanto, o principal suspeito do crime, Tyler Robinson, identifica-se como militante de extrema direita, e não há evidências de envolvimento de grupos de esquerda no assassinato.

O Antifa é composto por correntes de esquerda e extrema esquerda que combatem o racismo, o sexismo e o capitalismo, posicionando-se contra a extrema direita. Embora não busquem representação no Congresso ou via eleições, o grupo é conhecido por adotar táticas anarquistas, como confrontos físicos e a destruição de propriedades privadas.

Divergências e articulação internacional

A classificação do Antifa como organização terrorista é alvo de críticas fundamentadas na ciência política, que argumenta que o movimento não possui um comando centralizado, sendo formado por ativistas independentes. Especialistas em antiterrorismo reforçam que o grupo não opera como uma entidade organizada, apesar de acusações de ataques armados em território americano.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, justificou a organização da cúpula — antecipada por reportagens da agência Reuters em março — alegando que se trata de uma ameaça antiga com fortes conexões transnacionais. O Brasil foi convidado para a reunião, porém não confirmou a participação no encontro.

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