Estados Unidos trabalham para concluir acordo entre Irã e Israel ainda nesta segunda-feira
Os Estados Unidos negociam um acordo entre Irã e Israel, com possibilidade de conclusão nesta segunda-feira (25). O entendimento preliminar prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em troca da entrega do arsenal nuclear iraniano
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/E/sU9zjqSVm56AHpUuwh2Q/2026-05-24t080644z-1263406154-rc2iflahhjgr-rtrmadp-3-india-usa.jpg)
O governo dos Estados Unidos trabalha com a possibilidade de concluir, ainda nesta segunda-feira (25), um acordo envolvendo Irã e Israel. O Secretário de Estado, Marco Rubio, indicou a viabilidade do pacto ao deixar Nova Deli, na Índia, mas ressaltou que a diplomacia precede a exploração de outras alternativas. Rubio defendeu a legitimidade de Israel em responder a ataques ou ameaças de mísseis vindos do Hezbollah.
Apesar da sinalização de Rubio, o presidente Donald Trump adotou um tom mais cauteloso no domingo (24), ao afirmar que o texto do acordo ainda não foi divulgado e não está totalmente negociado. Trump orientou a delegação norte-americana a não ter pressa, argumentando que o tempo favorece os Estados Unidos e que as conversas avançam de maneira construtiva. Essa postura contrasta com declarações feitas no sábado (23), quando o presidente demonstrou otimismo sobre a proximidade de um consenso e, posteriormente, ameaçou os iranianos com retaliações severas caso não houvesse acordo até domingo.
O ponto central da divergência é a exigência de Washington pelo encerramento definitivo do programa nuclear de Teerã, condição rejeitada pelo Irã. No entanto, informações de um oficial americano indicam um entendimento preliminar: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. O controle desse corredor é vital para a economia global, já que cerca de 20% da produção mundial de petróleo transitava por ali antes do conflito. Desde abril, os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos, resposta ao fechamento do estreito promovido por Teerã após ataques americanos e israelenses iniciados em 28 de fevereiro. O impacto no tráfego marítimo elevou os preços globais do petróleo.
Trump busca distanciar a nova negociação do pacto firmado por Barack Obama em 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções. O presidente afirma que o novo acordo impedirá a produção de armas nucleares, ao contrário do modelo anterior, que teria fornecido recursos financeiros ao Irã e facilitado o acesso à tecnologia nuclear. Críticos do acordo de 2015, incluindo o governo de Israel, sustentam que as verbas liberadas naquela época foram utilizadas para financiar grupos armados no Oriente Médio.