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EUA exigem visto de trabalho para influenciadores que monetizarem conteúdos durante a Copa do Mundo

11 de Junho de 2026 às 18:18

Governo dos Estados Unidos exige visto de trabalho para influenciadores estrangeiros que monetizem conteúdos durante a Copa do Mundo. A medida proíbe o uso do visto de turista para atividades remuneradas, sob pena de deportação e cancelamento do documento. O visto O-1 é indicado para profissionais com habilidades extraordinárias

EUA exigem visto de trabalho para influenciadores que monetizarem conteúdos durante a Copa do Mundo
Angelina Katsanis/Reuters

O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta a influenciadores estrangeiros que pretendem monetizar conteúdos produzidos em território americano durante a Copa do Mundo da Fifa. Por meio de uma nota conjunta da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e do Departamento de Segurança Interna, as autoridades informaram que a criação de conteúdo com finalidade de renda é classificada como atividade laboral, exigindo, portanto, um visto específico para trabalho.

A medida ocorre em um momento de intensificação da fiscalização em aeroportos e postos de fronteira, sob a gestão do presidente Donald Trump, com a justificativa de proteger postos de trabalho locais. O visto de turista (B-2), comumente utilizado para lazer, férias, visitas familiares ou tratamentos médicos, não autoriza o exercício de profissões nem a percepção de rendimentos dentro do país. Aqueles que descumprirem a norma estão sujeitos ao cancelamento do visto, deportação e impedimentos de reentrada nos Estados Unidos.

Como alternativa para criadores de conteúdo, o governo indica o visto O-1, voltado a profissionais com habilidades extraordinárias em setores como negócios, ciência, esportes e artes. Esse documento permite a realização de atividades remuneradas, incluindo parcerias com marcas, campanhas publicitárias e produções comerciais.

A rigidez nas regras de imigração tem gerado insegurança entre profissionais e torcedores internacionais. Recentemente, torcedores do Irã foram barrados na entrada do país, e um árbitro somali foi deportado sob a acusação de manter vínculos com grupos terroristas, fato que gerou lamentações da presidência da Fifa. Embora o alerta aos influenciadores tenha sido formalizado, ainda não há detalhes sobre a aplicação prática da fiscalização ou registros de sanções aplicadas especificamente a essa categoria de visitantes.

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