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EUA intensificam vigilância no Memorial Lincoln após água do espelho d'água ficar verde

26 de Junho de 2026 às 06:17

Agências de segurança dos EUA reforçaram a vigilância no espelho d'água do Memorial Lincoln após a água tornar-se esverdeada e o revestimento descascar. O Departamento do Interior informou a prisão de seis pessoas por suposto vandalismo, incluindo o ex-atleta David Hearn. O reforço ocorre após a conclusão de uma reforma de US$ 14,7 milhões

As agências de segurança dos Estados Unidos intensificaram a vigilância no espelho d'água do Memorial Lincoln, em Washington, após a estrutura apresentar coloração esverdeada devido à proliferação de algas. O local, que possui cerca de 600 metros de extensão no National Mall, conta agora com patrulhas da Guarda Nacional em grupos de três ou quatro soldados, além de torres de iluminação solar e postos de segurança móveis equipados com câmeras de monitoramento.

O reforço ocorre após falhas em uma reforma de US$ 14,7 milhões, finalizada há três semanas. O projeto, que contou com a supervisão direta do presidente Donald Trump, previa a repintura da piscina com a cor “azul da bandeira americana” em preparação para o 250º aniversário da independência do país, celebrado em 4 de julho. No entanto, nos dias seguintes à conclusão, a água tornou-se verde e partes do revestimento azul começaram a descascar.

Trump atribuiu a deterioração do espelho d'água a atos de sabotagem noturna. Embora não existam evidências públicas que comprovem vandalismo, um funcionário do Serviço Nacional de Parques declarou em depoimento juramentado, na última quarta-feira (24), que a Polícia dos Parques dos EUA identificou danos aparentemente intencionais no dia 9 de junho. Questionado sobre a ausência de provas, o presidente afirmou que os detalhes serão revelados posteriormente em tribunal.

O Departamento do Interior anunciou, via redes sociais, a prisão de seis pessoas por suposto vandalismo e a emissão de intimações federais para outras sete. Apesar disso, a agência não apresentou fotos ou evidências dos incidentes, e nem a Polícia dos Parques nem o Departamento do Interior divulgaram os nomes dos indiciados ou as acusações específicas. Até o momento, registros de tribunais locais e federais não indicam processos recentes relacionados a vandalismo no local.

Entre os detidos está o ex-atleta olímpico David Hearn. Imagens divulgadas pela jornalista Emily Miller mostram Hearn sendo abordado pela Guarda Nacional e algemado enquanto andava de bicicleta. Em declaração ao The Washington Post, Hearn negou a destruição de qualquer propriedade, admitindo apenas ter recolhido um pedaço do revestimento que já estava solto. Seu advogado, Norm Eisen, classificou a ação como uma tentativa de criminalizar condutas comuns para desviar a atenção da má gestão do projeto.

A procuradora federal Jeanine Pirro, aliada de Trump, afirmou em entrevista à Fox News que os acusados serão submetidos ao sistema de justiça criminal. Enquanto isso, a presença militar e as cercas no local geram desconforto em turistas, como Mary Jane Willard, de Seattle, que criticou a militarização do espaço. Apesar da vigilância, o fluxo de visitantes segue normal sob o clima de início de verão na capital americana.

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