EUA oferecem auxílio financeiro e passagens para imigrantes que perderam o Status de Proteção Temporária
O governo dos Estados Unidos determinou que imigrantes sob o Status de Proteção Temporária regularizem a residência ou retornem aos seus países. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, informou que os repatriados receberão uma passagem aérea e auxílio financeiro de cerca de US$ 2.100
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O governo dos Estados Unidos determinou que imigrantes sob o Status de Proteção Temporária (TPS) devem regularizar sua residência permanente ou retornar aos seus países de origem. A orientação foi dada pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que detalhou a oferta de uma passagem aérea e um auxílio financeiro de aproximadamente US$ 2.100 para a reinstalação dos repatriados.
A medida ocorre após a Suprema Corte autorizar a administração de Donald Trump a revogar o benefício humanitário de centenas de milhares de sírios e haitianos. O TPS, instituído pelo Congresso em 1990, permite que pessoas fugindo de guerras, desastres naturais ou crises humanitárias vivam e trabalhem legalmente em território americano, mas não assegura a obtenção automática do green card.
A proteção para haitianos foi estabelecida após o terremoto de 2010, enquanto para os sírios a concessão ocorreu em 2012, em função da guerra civil. Embora as renovações tenham sido sucessivas ao longo dos anos, o governo atual tem restringido o programa, revogando recentemente a proteção de parte dos venezuelanos e de outros grupos.
No âmbito jurídico, a maioria conservadora da Suprema Corte rejeitou a tese de que a retirada do status teria motivações raciais, invalidando os argumentos de haitianos que contestavam a decisão na Justiça. Esse cenário se soma a um histórico de retórica hostil do presidente Trump contra imigrantes haitianos, que incluiu acusações falsas sobre o consumo de animais de estimação no estado de Ohio durante a campanha de 2024.
Paralelamente ao endurecimento migratório, o Departamento de Estado mantém a recomendação de que cidadãos americanos não viajem ao Haiti e à Síria, citando riscos de terrorismo, sequestros, crime e violência. No mês passado, a administração também ajustou a norma que exigia a saída do país para a solicitação do green card, passando a admitir exceções em situações extraordinárias.