EUA pedem que países europeus adotem restrições de viagem para conter surto de ebola
Os Estados Unidos pediram que países europeus restrinjam viagens de pessoas vindas da África Central devido ao surto de ebola. O governo norte-americano já proibiu a entrada de não cidadãos que visitaram a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul. Washington destinou 150 toneladas de suprimentos e prometeu mais de 200 milhões de dólares para o combate ao vírus
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Os Estados Unidos solicitaram que nações europeias adotem restrições de viagem para pessoas vindas de países da África Central atingidos pelo surto da cepa Bundibugyo do ebola. A medida, articulada pelo governo Trump, visa impedir a propagação do vírus, classificado pela Organização Mundial da Saúde como emergência de preocupação internacional, especialmente diante da expectativa de milhões de turistas, atletas e torcedores para a Copa do Mundo da Fifa, sediada por EUA, Canadá e México, com início nesta quinta-feira.
Para formalizar a preocupação, Washington enviou uma démarche aos países da União Europeia no dia 1º de junho. Até o momento, os Estados-membros do bloco não responderam ao pedido. Em contato telefônico realizado nesta terça-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, discutiu a resposta ao surto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Internamente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já proibiu a entrada de não cidadãos que tenham visitado a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada. Para os cidadãos norte-americanos, a orientação é a passagem por aeroportos específicos para a realização de triagem.
O Departamento de Estado defende que a estratégia de manter potenciais casos expostos fora do território norte-americano é a prioridade, independentemente da capacidade das instalações locais de tratamento e contenção. A gestão federal argumenta que a combinação de restrições migratórias e aportes financeiros demonstra a intensificação das medidas de proteção à saúde pública.
Apesar de críticas anteriores devido ao fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e cortes em auxílios, o governo Trump afirma ter se tornado o maior contribuinte financeiro no combate ao vírus. O balanço inclui a promessa de mais de 200 milhões de dólares e a entrega de 150 toneladas de suprimentos médicos destinados diretamente aos países afetados.