EUA sancionam 22 alvos envolvidos no contrabando de gás liquefeito de petróleo do Irã
O Tesouro dos Estados Unidos sancionou quatro pessoas, 12 entidades e seis embarcações envolvidas no contrabando de gás liquefeito de petróleo iraniano para a Ásia. As medidas visam interromper o envio do combustível, que era identificado falsamente como originário de Omã
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), impôs nesta sexta-feira (5) sanções a 22 novos alvos envolvidos no contrabando de gás liquefeito de petróleo (GLP) iraniano. A operação visava interromper o envio do combustível para o Sul e Leste da Ásia, onde o produto era disfarçado como GLP de Omã. A lista de sancionados inclui quatro pessoas físicas, 12 entidades e seis embarcações, das quais quatro são petroleiros com bandeira do Panamá. Entre as empresas atingidas, destacam-se cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China.
As medidas ocorrem em um cenário de impasse diplomático entre Washington e Teerã. O Irã havia condicionado a retomada das negociações com os Estados Unidos à implementação de um cessar-fogo entre Israel e Líbano, anunciado pelo Departamento de Estado americano na última quarta-feira. No entanto, a trégua foi comprometida poucas horas após o anúncio, quando ataques israelenses em território libanês resultaram na morte de ao menos quatro pessoas.
A instabilidade no Líbano gerou reações imediatas de lideranças locais. Naim Qassem, chefe do Hezbollah, rejeitou o acordo mediado por Washington, afirmando que a segurança no norte de Israel depende da interrupção dos bombardeios a aldeias libanesas. No mesmo sentido, Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, classificou o acordo como injusto por não prever um cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar. Berri condicionou a retirada do grupo do sul do país à saída simultânea das tropas israelenses do território ocupado.
Desde o início do conflito, em 2 de março, as autoridades registram 3.526 mortes no Líbano e o deslocamento de mais de um milhão de pessoas. Do lado israelense, o saldo é de 27 soldados e um prestador de serviços civil mortos em solo libanês.