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Ex-canoísta olímpico declara-se inocente após ser acusado de vandalizar o Memorial Lincoln em Washington

09 de Julho de 2026 às 12:08

O ex-canoísta olímpico David Hearn, de 67 anos, declarou-se inocente de vandalismo no Espelho d'Água do Memorial Lincoln. Ele é acusado de remover 0,2 metro quadrado do revestimento do monumento, causando prejuízo superior a US$ 1 mil. A pena para o crime de destruição de patrimônio público pode chegar a dez anos de prisão

David Hearn, ex-canoísta olímpico de 67 anos, declarou-se inocente nesta quinta-feira (9) após ser acusado de vandalizar o Espelho d'Água do Memorial Lincoln, em Washington. A denúncia, apresentada pela procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro — nomeada por Donald Trump —, imputa ao ex-atleta o crime de destruição de patrimônio público, com pena que pode chegar a dez anos de prisão.

O incidente teria ocorrido em 19 de junho, quando Hearn teria removido parte do revestimento do fundo do monumento. A Promotoria Federal detalha que a área danificada soma 0,2 metro quadrado, resultando em um prejuízo superior a US$ 1 mil (R$ 5,1 mil).

A obra no Espelho d'Água, ponto central da Esplanada Nacional, custou US$ 14,7 milhões (R$ 75,3 milhões). Por determinação de Trump, o fundo recebeu um revestimento azul, em referência às cores da bandeira dos Estados Unidos, como parte das celebrações pelos 250 anos da independência do país e de outras reformas na capital para o feriado de 4 de julho.

Contudo, a intervenção foi alvo de críticas imediatas. Pouco após a inauguração, o revestimento começou a se soltar e a água adquiriu uma tonalidade esverdeada devido à proliferação de algas. Trump rebateu as críticas alegando sabotagem, afirmando que vândalos teriam cortado 90 metros do revestimento e lançado produtos químicos na água para provocar a alteração da cor.

A defesa de Hearn sustenta que o governo utiliza o processo para mascarar falhas técnicas da reforma. Os advogados alegam que o ex-atleta apenas tocou em um fragmento do revestimento que já estava solto enquanto pedalava por região, negando a retirada de qualquer material.

Diante do cenário, o Departamento do Interior confirmou a prisão de ao menos seis pessoas por suspeita de vandalismo. A segurança do local foi reforçada com a mobilização da Polícia de Parques e da Guarda Nacional, mantendo o monumento interditado durante as comemorações da independência. Apesar das medidas, Trump anunciou que o Espelho d'Água precisará ser esvaziado novamente para novos reparos.

Com informações de G1

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