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Ex-presidente do Irã é colocado em prisão domiciliar após manter contatos com a inteligência israelense

13 de Julho de 2026 às 15:15

A Guarda Revolucionária colocou o ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em prisão domiciliar após a descoberta de contatos com o Mossad. A agência de inteligência israelense teria pago o ex-mandatário para fornecer informações estratégicas visando a queda do regime teocrático

Ex-presidente do Irã é colocado em prisão domiciliar após manter contatos com a inteligência israelense
AFP

O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi colocado em prisão domiciliar pelo braço de inteligência da Guarda Revolucionária. A medida é uma retaliação do regime dos aiatolás após a descoberta de que o ex-mandatário, que governou o país entre 2005 e 2013, manteve contatos com agentes de Israel.

O plano de cooperação com o Mossad

De acordo com informações do jornal The New York Times, Ahmadinejad teria sido cooptado pelo Mossad, agência de inteligência israelense, para atuar como agente secreto. O objetivo da operação era a derrubada do atual regime teocrático iraniano.

Em troca da colaboração, que consistia no fornecimento de informações estratégicas para facilitar a queda dos aiatolás, Israel teria prometido devolver Ahmadinejad ao poder. Para viabilizar a aliança, o Mossad realizou pagamentos ao ex-presidente e organizou encontros com agentes em países terceiros, a exemplo da Hungria.

Tentativa de resgate e desistência

A estratégia israelense previa que, durante o início de um conflito armado entre Estados Unidos, Israel e Irã, as forças militares resgatariam Ahmadinejad para reinstalá-lo como líder da nação.

No dia 28 de fevereiro, data que marcou o início da guerra com ataques a Teerã, as forças de Israel bombardearam o edifício onde estava a segurança do ex-presidente para tentar extraí-lo. No entanto, Ahmadinejad desistiu da missão secreta por desilusão com o andamento do plano e abandonou o local antes que o resgate fosse concretizado.

Até o momento, o governo iraniano não se manifestou sobre as revelações. Um porta-voz de Mahmoud Ahmadinejad também recusou comentar o conteúdo da reportagem.

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