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Ex-primeiro-ministro da Espanha faz críticas com teor racista contra a seleção da França

12 de Julho de 2026 às 12:02

O ex-primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy publicou críticas com teor racista contra a seleção da França no jornal "El Debate". As declarações precedem o jogo entre as duas equipes pelas semifinais da Copa do Mundo 2026. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, reagiu às falas do político

O ex-primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, provocou uma onda de reações ao publicar críticas com teor racista contra a seleção da França em uma coluna de opinião no jornal "El Debate". O político, que governou o país entre 2011 e 2018 pelo Partido Popular (PP), afirmou que a equipe francesa atua em alto nível, porém "sem franceses". As declarações ocorrem em um momento de tensão esportiva, já que Espanha e França se enfrentam na próxima terça-feira (14), pelas semifinais da Copa do Mundo 2026.

A fala de Rajoy, que deixou o cargo de primeiro-ministro após escândalos de corrupção em sua legenda para ser substituído por Pedro Sánchez, gerou repercussão imediata no governo espanhol. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o ex-chefe de Estado como "ignorante" ao compartilhar o artigo.

O comentário de Rajoy reflete um cenário de diversidade étnica no futebol europeu, onde a seleção da França conta com vinte jogadores filhos de imigrantes. Em contraste, a equipe da Espanha possui dois atletas filhos de imigrantes não europeus, a exemplo de Lamine Yamal. Esse panorama é fruto do fluxo migratório global para a Europa, embora diversos países do bloco tenham endurecido as regras de imigração recentemente, impulsionados pelo avanço de pautas da extrema direita.

Este episódio não é um caso isolado de ataques à equipe francesa. Na semana passada, a senadora paraguaia Celeste Amarilla proferiu insultos racistas contra Kylian Mbappé após a eliminação do Paraguai na Copa. O jogador rebateu a publicação nas redes sociais, afirmando que a postura da política transmitia a pior imagem possível sobre o Paraguai.

Enquanto as autoridades da França instauraram uma investigação para apurar as declarações de Amarilla, o Paraguai apresenta uma lacuna legislativa no tratamento de crimes de discriminação racial.

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