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Explosão em estação de gás da PDVSA deixa seis feridos na Venezuela

15 de Maio de 2026 às 18:03

Uma explosão na estação compressora de gás Lamargas, operada pela China Concord e PDVSA, deixou seis feridos nesta sexta-feira (15). O acidente causou incêndio e danos estruturais na planta localizada no Lago de Maracaibo. A estatal venezuelana criou um comitê técnico para apurar as causas do incidente

Explosão em estação de gás da PDVSA deixa seis feridos na Venezuela
Reprodução/Redes Sociais

Uma explosão em Lamargas, estação compressora de gás da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) localizada no Lago de Maracaibo, deixou ao menos seis pessoas feridas nesta sexta-feira (15). A unidade é operada pela empresa chinesa China Concord através de um contrato de participação mista que envolve investimentos de 1 bilhão de dólares (R$ 5,07 bilhões).

O acidente resultou em incêndio e danos à infraestrutura da planta. Imagens divulgadas por fontes do setor registraram trabalhadores com queimaduras extensas, que foram encaminhados a hospitais da região. Após a ativação do protocolo de emergência e o controle das chamas, a PDVSA anunciou a criação de um comitê técnico para apurar as causas do incidente.

O episódio reflete a precariedade da indústria petrolífera venezuelana, marcada por incêndios e falhas recorrentes devido à corrupção e à escassez de investimentos, cenário agravado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos em 2019. O sindicalista José Bodas defendeu a necessidade de transparência nas causas do acidente, a realização de estudos preventivos e a aplicação de investimentos em segurança e rigor nos procedimentos operacionais.

Atualmente, o setor é prioridade na gestão de Delcy Rodríguez, que assumiu a Presidência da Venezuela interinamente em janeiro, após a queda de Nicolás Maduro em operação militar norte-americana. Sob pressão de Washington, Rodríguez promove uma reforma para atrair capital privado estrangeiro. Esse movimento foi viabilizado pela flexibilização de sanções dos Estados Unidos, que concederam licenças para a atuação de multinacionais. Como resultado, a Venezuela firmou acordos com companhias como Chevron, Eni e Repsol, embora a recuperação da deteriorada infraestrutura energética do país ainda demande aportes financeiros massivos.

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