Exposição em Nova York reúne milhões de páginas de documentos sobre Jeffrey Epstein e Donald Trump
Uma organização abriu em Nova York a exposição "Sala Memorial de Leitura Donald J. Trump e Jeffrey Epstein", com 3,437 volumes de documentos do Departamento de Justiça dos EUA. O acervo, que inclui uma linha do tempo sobre a relação entre o financista e o presidente, tem acesso restrito a jornalistas e advogados
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/6/iarC4DQiebIO8L69AVRQ/institute-of-primary-facts-pop-up-may-2026-49-1778018526447-xecn3hb1.jpg)
Uma organização focada em transparência inaugurou, em Nova York, uma exposição temporária que reúne mais de 3,5 milhões de páginas de documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Instalada no bairro de Tribeca, em Manhattan, a mostra — denominada “Sala Memorial de Leitura Donald J. Trump e Jeffrey Epstein” — organiza o acervo em 3.437 volumes encadernados, compostos por arquivos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA via Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.
O espaço apresenta ainda uma linha do tempo detalhando a relação de décadas entre Epstein e o presidente Donald Trump. Embora o nome do presidente apareça repetidamente nos registros, Trump nega qualquer irregularidade, mencionando-se um possível rompimento entre ambos em 2004. Epstein morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
Devido a falhas do Departamento de Justiça na ocultação de nomes de vítimas, o público geral está impedido de consultar os arquivos diretamente, embora o acesso exija registro prévio via internet. A visualização do material é restrita a profissionais como advogados e jornalistas, mediante autorização.
David Garrett, um dos idealizadores do projeto, defende que a iniciativa visa estimular o debate público sobre a publicidade desses documentos e critica a maneira como a gestão de Trump administrou a divulgação do material.