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Família de jogador do Deportivo La Guaira é encontrada morta após desabamento na Venezuela

28 de Junho de 2026 às 12:02

A esposa e os dois filhos do jogador Lucas Trejo morreram após o desabamento de um edifício causado por terremotos na Venezuela. O governo venezuelano contabilizou 1.430 mortos, 3 mil feridos e 3,1 mil desabrigados até sábado

A esposa e os dois filhos do jogador argentino Lucas Trejo, que atuam no clube Deportivo La Guaira, foram encontrados mortos na noite de sábado (27), após 74 horas de buscas. Yanina Maranella e as crianças Aarón, de 5 anos, e Ainhoa, de 7, estavam no complexo residencial Cumanagoto, em Playa Grande, no estado de La Guaira, quando o edifício onde moravam desabou devido a terremotos que atingiram a Venezuela.

O atleta, de 38 anos, não estava no imóvel no momento da tragédia e mobilizou autoridades, torcedores e seguidores por meio de redes sociais. Na última quinta-feira (25), Trejo relatou que desconhecia a presença da família no prédio durante o desabamento e, na manhã de sábado, solicitou o apoio de cães farejadores para intensificar as equipes de resgate. Pouco antes da confirmação dos óbitos, feita pelo clube, o jogador publicou uma foto com a família, mas ainda não se pronunciou publicamente sobre as mortes.

A tragédia familiar integra um cenário de devastação no país, atingido na noite de quarta-feira (24) por dois sismos de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorridos com menos de um minuto de intervalo. Os tremores causaram a queda de casas e prédios em Caracas e outras cidades, com réplicas registradas posteriormente e abalos sentidos inclusive em localidades do Norte do Brasil.

O governo venezuelano contabilizou 1.430 mortos até as 14h20 de sábado, além de 3 mil feridos e 3,1 mil desabrigados, conforme dados apresentados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. No entanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e a ONU indicam que o número de vítimas pode ser superior, considerando a densidade populacional e os danos estruturais. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas, sendo 2 milhões apenas na capital. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) projeta que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas.

Com informações de G1

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