FBI prende cinco homens que planejavam atacar evento do UFC na Casa Branca
O FBI prendeu cinco homens em quatro estados americanos por conspirarem para atacar um evento do UFC na Casa Branca com drones explosivos e atiradores. O plano visava alvos como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, sendo descoberto após denúncia da mãe de um dos detidos. Os acusados podem enfrentar prisão perpétua e multa de US$ 250 mil
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O FBI desarticulou um plano para atacar um evento do UFC realizado no último domingo (14/06) na Casa Branca, resultando na prisão de cinco homens em quatro estados americanos. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, na terça-feira (16), que os detidos foram acusados de conspiração para cometer homicídio. A operação, descrita pelo diretor do FBI, Kash Patel, como tendo neutralizado completamente as ações planejadas, envolveu prisões em Ohio, Califórnia, Missouri e Nebraska.
A estratégia do grupo consistia em utilizar drones carregados de explosivos para atacar edifícios próximos e provocar pânico entre o público. O objetivo era direcionar a multidão em fuga para áreas onde atiradores de elite estariam posicionados, enquanto uma segunda onda de agressores avançaria contra os portões da Casa Branca. O evento, sediado na arena ao ar livre "The Claw" no gramado sul da Casa Branca, reuniu cerca de 4.300 convidados, com outras 85 mil pessoas acompanhando as lutas nas proximidades. A ocasião celebrava os 250 anos da independência dos Estados Unidos e o aniversário de 80 anos de Donald Trump.
Entre os alvos de "alto valor" considerados pelo grupo estavam o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o empresário Elon Musk e diversos políticos e pessoas ricas. A investigação revelou que os conspiradores compartilharam mapas de Washington com pontos de lançamento de drones, posições de atiradores e redes elétricas.
Os presos foram identificados como Tycen C. Proper (19 anos), Bryan Omar Roa (24 anos), Michael Alan Thomas (32 anos), Daniel K. Eskridge (32 anos) e Abraham Hermosillo Alvarez (31 anos). Alvarez teria sido o responsável pela coordenação do ataque e pelo planejamento do uso dos drones. Já Thomas idealizou uma estrutura operacional dividida em quatro níveis, variando de um grupo de elite disposto a atuar na clandestinidade até financiadores e apoiadores.
A trama foi descoberta após a mãe de Tycen Proper procurar as autoridades em 10 de junho, alertando sobre a compra de armas de grande porte e as comunicações do filho com um grupo de orientação cristã e ex-militares. Em interrogatório, Proper admitiu que o planejamento começou em março via TikTok, por meio de um grupo chamado "Vanguard of the Old" (ou "Vanguard of the Old Republic"). Após a triagem na rede social, os membros migravam para o aplicativo Signal, onde se organizavam em grupos por função ou localização.
As motivações do grupo eram pautadas por sentimentos ultrarreligiosos e antigovernamentais. Os integrantes defendiam a destruição dos Estados Unidos para que o país pudesse ser reconstruído, alegando que a nação seguia a direção errada. As discussões incluíam queixas sobre corrupção, o tratamento dos arquivos de Jeffrey Epstein e o consumo de água por centros de dados. Alguns parlamentares foram selecionados como alvos por supostamente receberem recursos de lobbies pró-Israel.
O vice-diretor do Serviço Secreto, Matt Quinn, classificou o episódio como uma ameaça séria, embora tenha criticado a divulgação pública precoce da operação. Questionado durante a cúpula do G7 na França, o presidente Donald Trump afirmou não ter conhecimento do plano.
Se condenados, os suspeitos podem enfrentar prisão perpétua e multa de US$ 250 mil. Tycen Proper responde ainda a três acusações adicionais, incluindo conspiração para atos violentos na Casa Branca, com audiência preliminar marcada para 29 de junho.
O caso ocorre em um cenário de crescente violência política nos EUA. Dados do National Consortium for the Study of Terrorism and Responses to Terrorism (START) apontam que ataques a alvos específicos cresceram mais de 30% entre 2024 e 2025. O evento do UFC aconteceu dois meses após um tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e um mês depois que um homem foi morto pelo Serviço Secreto ao abrir fogo em um posto de controle da residência presidencial.