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Fifa conclui que árbitro de vídeo australiano não violou código disciplinar após gesto polêmico

16 de Junho de 2026 às 06:17

A Fifa decidiu que o árbitro de vídeo australiano Shaun Evans não violou o código disciplinar após fazer um gesto interpretado como símbolo de supremacia branca em jogo entre Alemanha e Curaçao. Evans negou a intenção do sinal, atribuindo-o a um espasmo involuntário

Fifa conclui que árbitro de vídeo australiano não violou código disciplinar após gesto polêmico
Reprodução

A Fifa concluiu que o árbitro de vídeo australiano Shaun Evans não violou o código disciplinar da entidade após ter sido flagrado fazendo um gesto com a mão interpretado como um símbolo de supremacia branca. O incidente ocorreu durante a vitória da Alemanha por 7 a 1 contra Curaçao, no domingo, enquanto Evans atuava como assistente do VAR no centro de transmissão em Dallas. O sinal, feito com a mão direita, foi capturado pelas câmeras durante a transmissão oficial antes do início da partida.

O gesto, que consiste em formar um círculo com o polegar e o indicador enquanto os demais dedos permanecem estendidos, originou-se como uma farsa no fórum de extrema-direita 4chan e foi apropriado por grupos de supremacia branca há dez anos. Em 2019, a Liga Antidifamação, sediada em Nova York, classificou a marca como um símbolo de ódio, após o sinal ter sido utilizado durante a primeira aparição judicial do atirador que matou 51 pessoas em mesquitas na Nova Zelândia.

Diante do ocorrido, a Fare, organização responsável pelo monitoramento da discriminação na Fifa, classificou a atitude como neonazista e solicitou a expulsão imediata de Evans do torneio. A entidade questionou a conduta do supervisor do VAR no momento em que sabia estar sob foco das câmeras e observou que, nos dois jogos subsequentes, as imagens do painel de vídeo deixaram de ser exibidas ao público.

Em resposta, Shaun Evans negou qualquer intenção de comunicar mensagens, crenças ou afiliações por meio do sinal, atribuindo o movimento a um espasmo involuntário. O árbitro, que integra o grupo de 30 analistas de vídeo selecionados para a Copa do Mundo co-organizada por Estados Unidos, Canadá e México, lamentou a interpretação do gesto, mas reafirmou que a ação não foi deliberada.

A Associação Australiana de Árbitros Profissionais de Futebol endossou a decisão da Fifa. A entidade destacou que Evans atua na principal competição da Austrália desde 2012 e mantém um histórico de profissionalismo e integridade, ressaltando a importância do devido processo legal e da análise de contexto para a resolução do caso.

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