Fifa exclui árbitro somali da Copa do Mundo após Estados Unidos negarem sua entrada no país
A Fifa excluiu o árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo após as autoridades dos Estados Unidos negarem sua entrada no país. O profissional foi deportado para a Turquia após interrogatório no Aeroporto Internacional de Miami
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A Fifa cortou da Copa do Mundo o árbitro somali Omar Artan após as autoridades dos Estados Unidos negarem sua entrada no país. O profissional, de 34 anos e com patente Fifa desde 2018, deveria se integrar ao grupo de 170 árbitros de campo, assistentes e de vídeo (VAR) na base de treinamento em Miami.
O incidente ocorreu no último sábado, data do aniversário de Artan. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul, na Turquia, o árbitro foi submetido a um interrogatório de 11 horas por agentes de fronteira. Durante a ação, foi questionado sobre a política da Somália, o grupo militante al-Shabab e os motivos de sua viagem, apesar de ter apresentado a documentação da Fifa e registros de sua trajetória profissional. Após a retenção, ele foi deportado para a Turquia.
A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou que Artan passou por uma inspeção adicional, procedimento classificado como rotineiro para a verificação de informações e determinação de admissibilidade de qualquer viajante, incluindo delegações do torneio. A agência ressaltou que as decisões de entrada baseiam-se em critérios de segurança nacional, imigração e segurança pública. Por sua vez, a Fifa declarou que não interfere nos processos imigratórios dos países-sedes.
A exclusão interrompe a trajetória histórica de Artan, que seria o primeiro somali a apitar um Mundial. Eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025, o profissional comandou a final da Liga dos Campeões Africana no mês passado e relatou anteriormente os desafios de treinar em Mogadíscio, onde precisou alterar rotas devido a explosões na capital.
O Ministério da Juventude e Esportes da Somália informou que a embaixada do país nos Estados Unidos busca reverter a situação para que o árbitro participe da competição, que inicia na próxima quinta-feira (11). De acordo com a pasta, a recusa de entrada pode estar vinculada a restrições gerais impostas à Somália, sem que haja acusações específicas contra o profissional.