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Filho da princesa herdeira da Noruega é condenado a quatro anos de prisão por estupros

15 de Junho de 2026 às 09:50

Marius Borg Hoiby, de 29 anos, foi condenado a quatro anos de prisão por dois estupros, maus-tratos a ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito. O filho da princesa herdeira da Noruega foi absolvido de duas acusações de estupro

Marius Borg Hoiby, filho da princesa herdeira da Noruega, foi condenado a quatro anos de prisão nesta segunda-feira (15). A decisão judicial ocorreu após o réu ser considerado culpado por dois estupros, além de maus-tratos recorrentes contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito. O jovem de 29 anos, que não possui cargo oficial na monarquia nem profissão fixa, foi absolvido de outras duas acusações de estupro.

O processo, que envolveu 40 acusações e poderia resultar em até 16 anos de reclusão, detalhou crimes cometidos entre 2018 e 2024. Um dos estupros aconteceu na residência oficial do príncipe Haakon e da princesa Mette-Marit, mãe de Hoiby. De acordo com a acusação, os atos ocorreram após festas com consumo de álcool e entorpecentes, nos quais o réu teria mantido relações sexuais com mulheres que não tinham condições de oferecer resistência, aparentando estar dormindo. Investigadores fundamentaram a denúncia com vídeos de estupros encontrados em computadores e celulares do condenado.

A condenação ocorre em um cenário de instabilidade para a imagem da família real norueguesa. O caso tornou-se público em 4 de agosto de 2024, após a detenção de Hoiby por agressão à companheira em um bairro nobre de Oslo, episódio marcado por evidências de violência doméstica, como uma faca cravada na parede e objetos quebrados. Posteriormente, a influenciadora Nora Haukland também relatou ter sido vítima de violência física e psicológica. Durante o julgamento, realizado entre fevereiro e março, Hoiby admitiu que o ciúme o fazia perder o controle, embora tenha negado as acusações de estupro e alegado ser alvo de ódio público.

O réu, que permanece em prisão preventiva desde fevereiro, acompanhou a leitura do veredicto por videoconferência devido a problemas de saúde. Ele confessou crimes menores, incluindo a ameaça a terceiros, lesões corporais e o transporte de 3,5 quilos de maconha. O Ministério Público havia solicitado a pena de sete anos e sete meses, enquanto a defesa pleiteava a absolvição dos estupros e uma sentença de um ano e meio pelos demais delitos.

O escândalo impactou a popularidade da monarquia na Noruega, somando-se a polêmicas anteriores, como a troca de mensagens entre a princesa Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014. Atualmente, a princesa de 52 anos enfrenta um agravamento de uma doença pulmonar incurável e aguarda em lista de espera por um transplante.

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