França e Reino Unido planejam missão de segurança no Estreito de Ormuz após acordo de paz
França e Reino Unido iniciarão missão de segurança no Estreito de Ormuz até três dias após acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A operação, apoiada por cerca de doze países e pelo G7, visa restaurar a navegação em rota por onde circula 20% do petróleo global. O Irã prevê a cobrança de taxas de serviços marítimos para embarcações no local
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A França e o Reino Unido planejam iniciar a missão de segurança no Estreito de Ormuz entre dois e três dias após a formalização do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15) pelo presidente Emmanuel Macron, que confirmou a prontidão da Itália e da Holanda para integrar a operação, além de assegurar que o G7 atuará para normalizar o tráfego marítimo na região.
A iniciativa, delineada em abril por Macron e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, conta com o apoio de cerca de doze países dispostos a fornecer recursos para a missão defensiva. O objetivo central é restaurar a liberdade de navegação em uma rota estratégica por onde circula 20% de todo o petróleo produzido globalmente.
Um ponto de divergência surge na gestão financeira da via. Macron defendeu que a reabertura ocorra sem a cobrança de pedágios e rejeitou qualquer tentativa de privatização da rota. No entanto, informações da agência Fars indicam que o Irã incluiu, pouco antes do anúncio do acordo com os EUA, uma cláusula que prevê a imposição de taxas de serviços marítimos para as embarcações que transitarem pelo estreito.
Enquanto a Europa articula a operação, a relação entre Washington e a Otan enfrenta tensões. O presidente Donald Trump, que não participou da reunião liderada pelos europeus, criticou a aliança em sua rede social, Truth Social. O descontentamento de Trump decorre da recusa de outros membros da Otan em auxiliar no desbloqueio do estreito desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro.
A insatisfação do líder norte-americano culminou em declarações na última quarta-feira (15), nas quais afirmou que a organização não apoiou os Estados Unidos e não o fará no futuro. Anteriormente, em 1º de abril, Trump já havia manifestado ao jornal The Telegraph que considerava seriamente a retirada dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte.