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G7 cria rede de portos para combater o narcotráfico internacional

17 de Junho de 2026 às 06:07

Líderes do G7 decidiram, em cúpula na França, intensificar a pressão contra a Rússia e criar a rede de portos G7+ para combater o narcotráfico. O grupo apoia o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e planeja diversificar rotas de suprimento energético para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz

Líderes das principais economias do G7 decidiram, em cúpula realizada nesta quarta-feira (17) na França, intensificar a pressão contra a Rússia para reforçar o apoio à Ucrânia. No campo da segurança global, o grupo estabeleceu a criação de uma rede de portos, denominada G7+, com o objetivo de desarticular o narcotráfico internacional.

A estratégia contra o crime organizado inclui a ampliação de investigações financeiras para rastrear e confiscar ativos ilegais, abrangendo também moedas virtuais. Para fortalecer essa frente, os chefes de Estado determinaram que seus ministros entreguem, até novembro de 2026, um plano de ação focado em impedir que redes de tráfico e organizações criminosas infiltrem instituições. A cooperação será estendida a países de origem e de trânsito para desmantelar esquemas de contrabando.

No cenário geopolítico, o grupo manifestou apoio ao cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã, colocando-se à disposição para auxiliar na execução do acordo. Como medida de segurança energética, o G7 planeja diversificar as rotas de suprimento e elevar os estoques de energia, visando diminuir a dependência do Estreito de Ormuz, ponto por onde transita 20% do petróleo mundial.

A agenda do encontro também abordou a gestão migratória, com a liderança do grupo monitorando novas abordagens jurídicas implementadas por membros do bloco em parceria com nações terceiras.

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