G7 e União Europeia ampliam apoio à Ucrânia e discutem novas sanções contra a Rússia
Líderes do G7 e da União Europeia reuniram-se com Volodymyr Zelensky nesta terça-feira (16) para discutir sanções à Rússia e ampliar o fornecimento de defesa aérea à Ucrânia. O encontro ocorreu após ataques russos com mísseis e drones que causaram nove mortos e danos a civis e ao mosteiro Lavra de Kyiv-Pechersk. Em resposta, a Ucrânia utilizou drones para destruir duas pontes na região de Kherson
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Líderes do G7 e representantes da União Europeia reuniram-se nesta terça-feira (16) com o presidente Volodymyr Zelensky para discutir a intensificação de sanções contra a Rússia e manifestar apoio à entrada da Ucrânia no bloco europeu. O encontro, realizado a portas fechadas, contou com a presença dos chefes de Estado dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Alemanha e Japão, além de António Costa, do Conselho Europeu, e Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia.
Durante a reunião, houve o consenso de que a situação no campo de batalha atualmente favorece a Ucrânia, o que resultou no compromisso do G7 em ampliar o fornecimento de recursos de defesa aérea a Kiev. O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a conversa como positiva e defendeu a necessidade de a Rússia firmar um acordo de paz, afirmando que empenhará esforços para encerrar o conflito.
A agenda diplomática ocorre logo após uma das maiores ofensivas aéreas russas recentes, ocorrida na madrugada de segunda-feira (15). A Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones contra alvos em Kiev, Dnipro e Kharkiv. Embora a Força Aérea ucraniana tenha neutralizado 632 alvos, 20 mísseis balísticos e 27 drones atingiram 42 locais. O saldo do ataque foi de nove mortos, incluindo socorristas em Kharkiv, e diversos feridos.
Em Kiev, a capital ucraniana registrou quatro mortos e ao menos 30 feridos, entre eles crianças de 5 e 6 anos. No distrito de Shevchenkivskyi, cinco mísseis atingiram alvos civis em menos de 30 minutos, incendiando um mercado, uma mercearia e um prédio residencial de 25 andares. No distrito de Obolonskyi, um edifício de nove andares foi atingido diretamente, ação classificada pela Administração Militar local como deliberada.
Um dos danos mais significativos foi a destruição parcial da Lavra de Kyiv-Pechersk, mosteiro fundado no século XI e Patrimônio Mundial da Unesco. O telhado da Catedral da Dormição sofreu danos substanciais devido a um incêndio. Zelensky repudiou a ação como um crime grave contra a cultura cristã, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia anunciou que acionará a Unesco para responder ao episódio. O governo francês também condenou o bombardeio.
Em Kharkiv, as forças russas utilizaram a tática de "toque duplo", disparando quatro drones contra equipes de emergência que já prestavam socorro a vítimas de um ataque anterior. A manobra matou quatro socorristas e um funcionário municipal, além de ferir outros nove profissionais e civis. Em Dnipro, quase 30 ataques combinados destruíram o prédio de uma faculdade e danificaram a Casa de Música de Órgão e Câmara e uma escola, deixando dois feridos. Na província de Sumy, um míssil atingiu um prédio residencial, ferindo três pessoas, incluindo uma criança.
O Ministério da Defesa da Rússia admitiu a autoria da operação, mas negou ter atacado o Mosteiro das Cavernas. Moscou alegou ter utilizado armas de precisão contra alvos militares, como bases aéreas, centros de recrutamento e indústrias bélicas, afirmando que todos os objetivos foram cumpridos.
Como resposta, a Ucrânia realizou um ataque com drones que atingiu duas pontes na região de Kherson, área controlada por Moscou, interrompendo totalmente o tráfego para a península da Crimeia. A Rússia informou ter derrubado 123 drones ucranianos durante a noite.