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Governo britânico divulga documentos sobre a nomeação do ex-príncipe Andrew como representante comercial internacional

21 de Maio de 2026 às 09:11

O governo britânico divulgou documentos sobre a nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para comércio e investimento entre 2001 e 2011. Registros indicam que a Rainha Elizabeth II promoveu a indicação, embora não tenham sido realizadas análises de segurança ou verificações de antecedentes

Governo britânico divulga documentos sobre a nomeação do ex-príncipe Andrew como representante comercial internacional
AP/Kirsty Wigglesworth, Arquivo

O governo britânico tornou públicos, nesta quinta-feira (21), documentos sigilosos sobre a nomeação do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor como representante especial para comércio e investimento internacional. A divulgação ocorre após parlamentares criticarem a proximidade do irmão do rei com o financista Jeffrey Epstein, sugerindo que tais vínculos tenham sido priorizados em relação aos interesses do Reino Unido.

Entre 2001 e 2011, Andrew exerceu a função de enviado comercial sem remuneração, realizando agendas com autoridades e empresários em diversos países. O acervo histórico revela que a Rainha Elizabeth II foi uma promotora ativa da indicação, com registros de que a monarca desejava que o Duque de York tivesse um papel central na promoção dos interesses nacionais. Devido à visibilidade do cargo, orientações internas enviadas a funcionários do comércio britânico no exterior recomendavam um controle rigoroso e cuidadoso da imprensa.

Apesar da influência da Coroa, o ministro do Comércio, Chris Bryant, informou ao Parlamento que não foram encontradas evidências de que o governo tenha realizado análises de segurança ou verificações formais de antecedentes antes da nomeação.

A trajetória de Andrew como enviado especial foi encerrada em 2011, motivada por críticas sobre suas conexões com figuras controversas no Azerbaijão e na Líbia. No ano passado, ele perdeu seus títulos reais em decorrência do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o financista operava uma rede de pessoas influentes globalmente para consolidar poder e cometer abusos sexuais contra adolescentes e mulheres.

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