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Governo da Venezuela eleva para 920 o número de mortos após sismos no norte do país

26 de Junho de 2026 às 18:07

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 no norte da Venezuela deixaram 920 mortos e 2.980 feridos. A tragédia derrubou 250 edifícios, interditou o Aeroporto Internacional Simón Bolívar e deixou 50 mil pessoas desaparecidas, segundo a ONU. Equipes de resgate internacionais, incluindo Brasil e Estados Unidos, iniciaram a assistência nesta sexta-feira

O governo da Venezuela atualizou, na tarde desta sexta-feira (26), o balanço de vítimas dos sismos que atingiram o norte do país, elevando para 920 o número de mortos e registrando 2.980 feridos. Os tremores, ocorridos na noite de quarta-feira (24), foram os mais intensos registrados no país em mais de um século.

A tragédia foi causada por dois terremotos sequenciais, com magnitudes de 7,2 e 7,5, que ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e com epicentros distantes apenas cinco quilômetros entre si. O tremor de maior intensidade teve origem na cidade de El Guayabo, a 168 km de Caracas. A baixa profundidade dos abalos e o fato de terem atingido áreas densamente povoadas ampliaram o rastro de destruição, que incluiu o desabamento de prédios na capital e arredores.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que 250 edifícios foram totalmente derrubados ou sofreram danos graves. Até quinta-feira (25), a estimativa era de que 200 pessoas permanecessem presas nos escombros. Apesar dos números oficiais, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) preveem que a mortalidade seja significativamente maior, podendo ultrapassar 10 mil vítimas devido à fragilidade das estruturas urbanas. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.

Uma das regiões mais impactadas foi a zona costeira de La Guaira, classificada pelo governo como "zona de desastre", onde foi anunciada a militarização da área para coordenar as operações. A destruição também atingiu o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, próximo a Caracas. Imagens registraram a queda do teto do terminal e aeronaves chacoalhando ainda em solo durante os tremores. O aeroporto permanece fechado para pousos e decolagens por tempo indeterminado devido a danos estruturais.

Equipes de resgate trabalham na retirada de sobreviventes e na localização de desaparecidos. A assistência internacional começou a chegar ao país nesta sexta-feira, com o envio de equipes de busca de diversas nações, incluindo Brasil e Estados Unidos.

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