Governo das Maldivas mobiliza navios e mergulhadores para localizar corpos de cinco italianos em acidente
O governo das Maldivas mobiliza navios e mergulhadores para localizar os corpos de cinco italianos mortos em um acidente subaquático no Atol de Vaavu. A fatalidade ocorreu na quinta-feira (14), em cavernas a 50 metros de profundidade. O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou as mortes
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/k/xSgLYoRqCTVWTKytlsYg/1366x768-cmsv2-c925379e-7d9c-57ed-9d82-2c412a2714bc-9758841.webp)
O governo das Maldivas mobilizou navios e mergulhadores nesta sexta-feira (15), com a possibilidade de auxílio internacional, para localizar os corpos de cinco italianos mortos em um acidente subaquático. A tragédia ocorreu na quinta-feira (14), durante a exploração de cavernas profundas no Atol de Vaavu, região situada no Oceano Índico, a 65 quilômetros da capital Malé.
As vítimas realizavam um mergulho matinal próximo à ilha de Alimatha, local conhecido pela observação da vida marinha, mas que apresenta condições hostis devido a túneis naturais, paredões e fortes correntes. O grupo foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia. Na ocasião, as condições climáticas eram desfavoráveis, com a vigência de um alerta amarelo de mau tempo.
De acordo com o governo italiano, o acidente aconteceu em cavernas a aproximadamente 50 metros de profundidade, superando o limite de 30 metros recomendado para mergulhos recreativos na região. A operação de resgate é classificada como de alto risco, pois as equipes locais enfrentam áreas submarinas ainda não exploradas. Fatores como desorientação, baixa visibilidade, toxicidade por oxigênio, falhas em equipamentos, pânico e a força das correntes são apontados como possíveis causas da fatalidade.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou as mortes e informou que a embaixada do país no Sri Lanka presta assistência consular às famílias. Entre as vítimas estão a professora de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, e sua filha, a estudante de Engenharia Biomédica Giorgia Sommacal. Também morreram a pesquisadora de Turim, Muriel Oddenino di Poirino, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, biólogo marinho formado pela Universidade de Gênova.
As autoridades locais definiram o episódio como o pior acidente de mergulho já registrado no arquipélago. As Maldivas, compostas por 1.192 ilhas de coral, são um destino turístico de luxo procurado por mergulhadores, mas registram incidentes anuais. Segundo a polícia local, 112 turistas morreram em ocorrências marítimas no país nos últimos seis anos.