Governo dos Estados Unidos amplia restrições de vistos e rigor em vistorias para a Copa de 2026
O governo de Donald Trump ampliou para 39 o número de países com restrições de vistos e instituiu depósitos caucionais para cidadãos de 50 nações de risco visando a Copa de 2026. As medidas resultaram na negação de entrada do árbitro somaliano Omar Artan e em vistorias rigorosas com delegações do Uzbequistão, Bélgica e Senegal
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O governo de Donald Trump intensificou a aplicação de políticas migratórias rígidas com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, resultando em vistorias rigorosas de delegações e na negação de entrada de profissionais do esporte. Como parte dessas medidas, Washington expandiu de 19 para 39 o número de países sob decretos de restrição de vistos e viagens, afetando nações como Mali, Sudão, Irã, Haiti e Somália, que enfrentam suspensões totais ou parciais na emissão de vistos de turismo de curta permanência.
Para evitar a permanência ilegal de torcedores e membros de equipes após o torneio, os Estados Unidos implementaram a exigência de depósitos caucionais reembolsáveis para cidadãos de aproximadamente 50 países classificados como "de risco". Os valores para a obtenção do visto variam entre US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 15.000.
Na prática, essas diretrizes geraram incidentes recentes nos aeroportos norte-americanos. O árbitro somaliano Omar Artan, que seria o primeiro de seu país a atuar em uma Copa do Mundo, teve a entrada negada na segunda-feira (8) após horas de interrogatório, apesar de possuir um visto válido, segundo a Federação da Somália.
As seleções nacionais também enfrentaram protocolos de segurança severos. A equipe do Uzbequistão foi recebida com cães farejadores em Chicago na segunda-feira (8), durante a chegada para um amistoso contra a Holanda. A delegação relatou ter esperado horas sob sol forte enquanto todas as bagagens eram revistadas, situação criticada pelo técnico Fabio Cannavaro.
Outros casos de vistorias detalhadas ocorreram com a seleção da Bélgica, que passou por inspeções com detectores de metal, inclusive nas solas dos sapatos, ao chegar em Chicago nesta terça-feira (9). A seleção do Senegal também foi submetida a revista de bagagens e uso de detectores de metal na pista do aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, na segunda-feira (8). Em comunicado emitido na terça-feira (9), a delegação senegalesa esclareceu que a ação ocorreu ao pé da aeronave para evitar que o grupo precisasse transitar pelas salas de embarque e zonas habituais do terminal.
Em contraste com o cenário nos Estados Unidos, o México adotou uma postura de acolhimento. Na segunda-feira (8), a seleção da Espanha foi recebida com bandas, danças e bandeiras na cidade de Puebla, onde enfrentou o Peru em um jogo amistoso. A delegação espanhola utilizou as redes sociais para agradecer a recepção.