Gustavo Petro veta pedido de Abelardo De la Espriella para realizar posse em base militar
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, negou o pedido de Abelardo De la Espriella para realizar a posse de 7 de agosto em base militar. A decisão baseia-se na Constituição de 1991, que define o Congresso em Bogotá como local do juramento
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, vetou o pedido do presidente eleito, Abelardo De la Espriella, para que a cerimônia de posse ocorra em uma instalação militar. A decisão de Petro fundamenta-se na Constituição de 1991, que determina que o juramento presidencial seja realizado no Congresso colombiano, em Bogotá.
Impasse sobre o local da posse
Embora a lei estabeleça o Legislativo como sede do evento, Espriella solicitou aos congressistas — que retomam as atividades legislativas em 20 de julho — a autorização para transferir a solenidade, marcada para 7 de agosto, para uma guarnição militar. No entanto, a viabilidade logística de deslocar os parlamentares até a base militar para o ato é vista como um ponto crítico por juristas e analistas.
Comando militar e legalidade
A negativa de Petro baseia-se na hierarquia das Forças Armadas. O atual mandatário enfatizou que, até o momento exato do juramento do sucessor, ele permanece como o comandante supremo das forças militares, detendo a autoridade sobre quartéis e polícias. Para o presidente, a conduta militar impede que oficiais prestem continência a civis que não ocupem a posição de comando supremo.
Petro reforçou que as instalações militares devem ser destinadas a ações de segurança e defesa da população, e não à criação de leis ou ritos políticos.
Contexto eleitoral
O conflito ocorre em um cenário de tensão, já que Gustavo Petro afirma possuir provas de fraudes no segundo turno das eleições. Como reflexo desse posicionamento, o presidente convocou uma manifestação popular para o dia 20 de julho. Sobre a relação pessoal com o sucessor, Petro comentou que a eventual recusa de Abelardo em cumprimentá-lo seria interpretada como um elogio, reiterando que sua prioridade é a obediência às leis do povo soberano.