Imagens de satélite revelam que ataques iranianos causaram danos em 15 bases militares dos Estados Unidos
Ataques iranianos danificaram 217 estruturas e 11 equipamentos em 15 bases dos Estados Unidos no Oriente Médio, resultando em sete mortes e mais de 400 feridos. Imagens de satélite registraram a destruição de alvos estratégicos e a perda de um avião E-3 Sentry, enquanto o Pentágono consumiu parte de seus estoques de mísseis interceptores. A sede da Atividade de Apoio Naval foi transferida para a Flórida devido à gravidade dos danos
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Ataques iranianos causaram danos significativos em 15 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, com prejuízos materiais e humanos superiores aos admitidos oficialmente por Washington. A extensão da destruição foi revelada por meio de análises de imagens de satélite, que documentaram a avaria de 217 estruturas e 11 equipamentos, concentrando-se principalmente no Kuwait — nas bases Ali al-Salem, Camp Arifjan e Camp Buehring — e na sede da 5ª Frota da Marinha, no Bahrein.
Entre 28 de fevereiro e o final de abril, o Pentágono registrou a morte de sete militares, sendo seis no Kuwait e um na Arábia Saudita, além de mais de 400 feridos, dos quais 12 apresentam quadros graves. A precisão dos ataques atingiu alvos estratégicos, como armazéns de combustível, radares, sistemas de comunicação, aviões e equipamentos de defesa aérea. Houve também a focalização deliberada em áreas de vulnerabilidade, como refeitórios, ginásios e alojamentos, com o intuito de maximizar as baixas humanas.
A eficácia da ofensiva iraniana expôs falhas na inteligência e na adaptação dos EUA. O exército americano subestimou a capacidade de precisão do Irão e a profundidade de suas informações sobre a infraestrutura fixa da região. Um exemplo crítico foi a destruição de um avião de comando e controle E-3 Sentry na base aérea de Prince Sultan, na Arábia Saudita, devido ao estacionamento repetitivo em local desprotegido. No Kuwait, a falta de camuflagem e proteção aérea em um centro de operações táticas resultou na morte de seis militares em março, após um ataque com drones unidirecionais, tecnologia que os EUA não integraram adequadamente às suas defesas, apesar das evidências do conflito na Ucrânia.
Para conter as investidas, os Estados Unidos consumiram a maior parte de seus estoques de mísseis interceptores entre 28 de fevereiro e 8 de abril. Foram utilizados 190 interceptores THAAD (53% do estoque pré-guerra) e 1.060 interceptores Patriot (43% do estoque). Embora as defesas tenham interceptado diversos ataques, o custo operacional em mísseis superfície-ar e ar-ar foi elevado.
A tentativa de controlar a narrativa sobre os danos foi dificultada pela transparência do campo de batalha. Enquanto o governo americano solicitou que fornecedores comerciais de satélites, como Planet e Vantor, limitassem ou retivessem a publicação de imagens da região, agências iranianas divulgaram registros de alta resolução. A autenticidade dessas imagens foi confirmada por meio de cruzamento de dados com o sistema europeu Copernicus e registros anteriores ao bloqueio.
Diante da gravidade dos danos, a sede da Atividade de Apoio Naval foi transferida para a base aérea de MacDill, na Flórida, e não há previsão de retorno das tropas e funcionários civis à instalação original. O Comando Central dos EUA evitou comentar os dados concretos, negando que as perdas fossem extensas ou fruto de falhas internas, mas admitindo a complexidade das avaliações de destruição. Há indícios de que as forças americanas possam não retornar às bases regionais em larga escala.