Irã ameaça restringir trânsito no Estreito de Ormuz para países que adotarem sanções dos Estados Unidos
O Exército do Irã ameaçou restringir a passagem pelo Estreito de Ormuz de países que adotem sanções dos Estados Unidos. A medida ocorre após o governo americano anunciar novas sanções e advertir embarcações que paguem taxas de travessia a Teerã. Estados Unidos e Bahrein solicitaram ao Conselho de Segurança da ONU o fim da obstrução da navegação na região
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/b/BBID8KTESadQv4Q1jwmA/afp-20260510-b2e97cu-v1-midres-iranusisraelwardailylife.jpg)
O Exército do Irã alertou, neste domingo (10), que nações que adotarem as sanções impostas pelos Estados Unidos contra a República Islâmica enfrentarão obstáculos para transitar pelo Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o comércio global de hidrocarbonetos. A medida ocorre após o governo americano anunciar, em 1º de maio, novas sanções a interesses iranianos e a advertência de que haverá represálias a embarcações que paguem taxas às autoridades de Teerã para atravessar a região.
O Estreito de Ormuz permanece fechado sob controle iraniano desde o início do conflito deflagrado em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, episódio que resultou em milhares de mortes, com maior impacto no Líbano e no Irã, além de desestabilizar a economia mundial. Atualmente, o tráfego na zona é limitado tanto pelo bloqueio americano aos portos do Irã quanto pelas restrições de Teerã, que libera a passagem de navios de forma controlada.
Nesse contexto, Hamidreza Haji Babaei, vice-presidente do Parlamento iraniano, informou em 23 de abril que o país já começou a arrecadar receitas provenientes dessas taxas de passagem. O governo iraniano defende que esse mecanismo, já implementado, traz benefícios nas esferas política, de segurança e econômica.
A tensão escalou para a diplomacia internacional na última quinta-feira, quando Estados Unidos e países do Golfo solicitaram ao Conselho de Segurança da ONU que exija o fim da obstrução da navegação no estreito. Um projeto de resolução nesse sentido foi apresentado pelos Estados Unidos e pelo Bahrein, embora a Rússia tenha sinalizado que poderá bloquear a proposta. No sábado, Ebrahim Azizi, presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional, utilizou a rede social X para ameaçar aliados americanos em resposta ao referido projeto de resolução da ONU.