Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz após alegar violações de cessar-fogo no Oriente Médio
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, decisão negada pelos Estados Unidos. O impasse ocorre após um pacto provisório entre Donald Trump e Masoud Pezeshkian e precede novas negociações na Suíça neste domingo
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A tensão entre Estados Unidos e Irã escalou com o anúncio de fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana, uma das rotas globais mais críticas para o escoamento de petróleo e gás. A medida ocorre sob a justificativa de Teerã de que Israel cometeu crimes no Líbano e de que Washington teria violado compromissos de cessar-fogo no Oriente Médio. Como consequência, a força militar iraniana alertou que a segurança de embarcações que tentem acessar a passagem estará em risco.
O cenário contrasta com as declarações do governo americano. O vice-presidente JD Vance e as Forças Armadas dos EUA negam a existência de qualquer bloqueio na via marítima. Paralelamente, o presidente Donald Trump afirmou que não haverá cobrança de pedágio no local, exceto se a medida for imposta pelos próprios Estados Unidos. Trump detalhou, via rede Truth Social, que a cobrança de taxas para reembolso de custos poderá ser implementada caso um acordo definitivo com o Irã não seja concretizado.
A instabilidade surge logo após a assinatura de um pacto provisório na última quarta-feira (17), firmado entre Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, com o objetivo de encerrar um conflito que já dura quase quatro meses. No âmbito financeiro da travessia, o Irã havia anunciado que não cobraria taxas de navios por 60 dias, período em que o acordo com os EUA permanece vigente. No entanto, o país informou que passará a exigir uma taxa por serviço após esse prazo.
O impasse ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã, prevista para começar neste domingo (21), na Suíça, conforme informado pelo Paquistão.