Irã assume ataques a bases dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã atacou bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein nesta quarta-feira (8). A ação ocorreu após bombardeios americanos em cerca de 170 alvos no território iraniano entre terça e quarta-feira. O presidente Donald Trump declarou o fim do acordo de paz com o Irã
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã assumiu, nesta quarta-feira (8), a autoria de ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. As ofensivas atingiram as instalações de Arifjan e Ali al-Salem, no Kuwait, além de Jufayr e Sheikh Isa, no Bahrein. Teerã ameaçou ampliar as investidas contra outras bases americanas na região caso Washington mantenha as operações militares.
A reação iraniana ocorre após o Comando Central dos EUA (Centcom) realizar duas rodadas de bombardeios contra o território do Irã. Na terça-feira (7), 80 alvos foram atingidos, resultando na destruição de mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária. Na quarta-feira (8), uma nova ofensiva atingiu cerca de 90 pontos estratégicos na costa iraniana, incluindo radares, depósitos de drones e mísseis, além de sistemas de defesa aérea. O governo americano justificou as ações como medida para conter ameaças à navegação comercial no Estreito de Ormuz e como resposta à violação de um cessar-fogo firmado em junho, após o Irã atacar três navios mercantes.
Os bombardeios dos EUA causaram danos em cidades litorâneas como Bushehr, Jask, Sirik e Bandar Abbas. A TV estatal iraniana reportou que dois portos foram atingidos e que a cidade de Chabahar sofreu cortes de energia e danos em um hospital devido a estilhaços de projéteis. Além disso, mísseis americanos destruíram duas pontes em províncias orientais que servem de acesso à cidade de Mashhad. Para o governo de Teerã, a operação de Washington visou desviar a atenção do cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, ocorrido no Iraque.
O presidente Donald Trump declarou que o acordo de paz com o Irã foi encerrado, classificando a operação como retaliação ao bombardeio de navios. Trump descreveu os líderes iranianos como violentos e cruéis, alertando que novas provocações resultarão em respostas mais severas, que podem incluir o corte de estações de tratamento de água e sistemas de energia no país. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, repudiou a postura do presidente americano, afirmando que a nação responderia com ações e coragem.
A escalada do conflito elevou a tensão no Oriente Médio, levando diversos países aliados dos Estados Unidos a acionarem sirenes de emergência e a colocarem seus sistemas de defesa aérea em prontidão máxima.