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Irã barra navios de guerra dos Estados Unidos e de Israel no Estreito de Ormuz

04 de Maio de 2026 às 12:28

A Marinha do Irã impediu a entrada de navios dos Estados Unidos e de Israel no Estreito de Ormuz. O bloqueio iraniano elevou os preços globais de gás e petróleo em 50% ou mais. Em resposta, os EUA mobilizaram 15 mil militares e aeronaves para retirar embarcações da região

A Marinha do Irã barrou a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos e de Israel no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). Paralelamente, a agência de notícias Fars relatou que dois mísseis atingiram uma embarcação norte-americana nas proximidades de Jask, no Golfo de Omã, após a tripulação ignorar alertas iranianos. A informação, divulgada pela TV estatal, foi negada por uma autoridade de alto escalão dos EUA.

O cenário ocorre em meio a um conflito que já dura mais de dois meses, período em que o Irã bloqueou a maioria das embarcações que transitam pelo Golfo, com exceção de seus próprios navios. A medida impactou cerca de 20% do transporte global de gás e petróleo, provocando a alta de 50% ou mais nos preços desses insumos.

Diante do confinamento de navios e tripulações que enfrentam a escassez de suprimentos e alimentos na hidrovia, Donald Trump anunciou, via rede social Truth Social, a intenção de guiar as embarcações para fora das áreas restritas para que retomem suas atividades comerciais.

Em contrapartida, o comando unificado do Irã, representado por Ali Abdollahi, determinou que petroleiros e navios comerciais coordenem qualquer movimentação com as Forças Armadas iranianas, sob a justificativa de que a segurança do Estreito de Ormuz é de responsabilidade do país. Abdollahi alertou que forças estrangeiras, especialmente o Exército dos EUA, serão atacadas caso tentem ingressar na região.

Para viabilizar a missão de resgate, o Comando Central dos EUA (Centcom) mobilizou 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, drones e navios de guerra. O almirante Brad Cooper afirmou que a operação defensiva é fundamental para a economia global e a estabilidade regional, ressaltando que a ação ocorre simultaneamente à manutenção do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos para pressionar o governo de Teerã.

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