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Irã declara que bases dos Estados Unidos e ativos de Israel voltaram a ser alvos legítimos

07 de Junho de 2026 às 15:04

O Irã classificou bases dos Estados Unidos e ativos de Israel como alvos legítimos após bombardeio israelense em Beirute. A medida ameaça 19 instalações militares estadunidenses no Oriente Médio e ocorre em meio a divergências diplomáticas sobre a abrangência de um cessar-fogo no Líbano

Irã declara que bases dos Estados Unidos e ativos de Israel voltaram a ser alvos legítimos
Mohamed Azakir/ Reuters

O Irã elevou a tensão no Oriente Médio ao anunciar, neste domingo (7), que bases militares dos Estados Unidos e ativos de Israel voltaram a ser considerados alvos legítimos. A declaração, feita por Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país com Washington, ocorre como retaliação a um bombardeio israelense em Beirute, no Líbano.

A ofensiva de Israel atingiu edifícios em um subúrbio da capital libanesa sob a justificativa de neutralizar terroristas do Hezbollah que planejavam ataques. A ação rompeu a trégua vigente na região e reacendeu o conflito entre Israel e o grupo libanês financiado por Teerã.

A ameaça iraniana coloca em risco 19 instalações militares dos Estados Unidos espalhadas por países como Egito, Iraque, Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos.

O episódio também aprofundou a crise diplomática entre Washington e Tel Aviv. Donald Trump, presidente dos EUA, havia garantido na semana passada que Israel não bombardearia novamente o Líbano, afirmando que havia um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah para as áreas do norte israelense e território libanês.

A divergência sobre a abrangência da trégua gerou um embate direto entre Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a quem o líder norte-americano chamou de "completamente louco" ao criticar as incursões militares. Enquanto Estados Unidos e Israel defendem que a trégua se limitava a ataques em países do Golfo Pérsico e no território iraniano, o Irã e o Paquistão, que atua na mediação, sustentam que o Líbano estava incluído no acordo de paz.

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